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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Convento de Cristo, Tomar | Viagens

Convento de Cristo, Tomar
Convento de Cristo é a denominação que geralmente identifica um importante conjunto arquitetónico que inclui o Castelo Templário de Tomar, a Charola Templária e Igreja Manuelina adjacente, o Convento Renascentista da Ordem de Cristo, a Cerca Conventual (ou Mata dos Sete Montes), a Ermida de Nossa Senhora da Conceição e o Aqueduto Conventual (Aqueduto dos Pegões).
A sua construção iniciou-se no século XII e prolongou-se até ao final do século XVII, envolvendo um vasto leque de recursos, materiais e pessoas, ao longo de sucessivas gerações.
Fonte: Wikipédia

Claustro de D. João III
No passado domingo o H levou-me até Tomar, fui até lá sem saber ao que ia mas fiquei bastante surpreendida por ser uma cidade que nos fica relativamente perto e que nenhum de nós conhecia. O objetivo era visitarmos o Convento de Cristo e lá fomos nós. Antes de mais fomos explorar as muralhas do castelo, a vista sobre a cidade é mesmo muito bonita e vale muito a pena. Depois disso foi tempo de entrarmos no convento e começarmos a explorar.

Janela do Capítulo / Janela Manuelina
Fiquei bastante desiludida com o estado de degradação, achei realmente que estava muito danificado, claro que é algo com muitos anos, mas ainda assim esperava um estado de conservação melhor. O que mais gostei de ver foi a Charola Templária que ficava dentro de uma igreja manuelinha, além de também estar um pouco degradada, a verdade é que era imponente e fantástica, nem sequer me ocorreu tirar fotos pois fiquei boquiaberta quando vi, só por isso vale a pena.
A janela da imagem acima é um dos expoentes máximos deste espaço, é simplesmente fantástica. Quando visito locais como este, com centenas de anos, fico sempre admirada com a altura de alguns tetos abobadados e dos pormenores, como o desta janela, é fascinante.

Escada em caracol do claustro principal
Algumas dicas: Se quiserem ir ver este convento aproveitem para ir ao domingo antes das 14h00, pois a entrada é gratuita, há ainda desconto de 50% com cartão de estudante e/ou cartão jovem. Não façam como nós que fomos primeiro explorar o jardim e as muralhas e só depois entrámos no convento, é que aquilo às 17h00 fecha porta e depois andam lá atrás de nós quase que a varrer-nos para a rua, o que não é muito agradável, o convento para ser visto com calma demora umas duas horas, portanto entrem o mais tardar às 15h00 para que possam aproveitar ao máximo. Ainda assim, vale a pena e é um dia bem passado, até porque a cidade de Tomar é bastante pacata e convidativa. Espero que tenham gostado.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Das más decisões que tomamos

No meu 10º ano fui para artes e foi nessa área que fiz o meu secundário, nunca me arrependi dessa escolha pois era algo que me fascinava. Sempre gostei muito de matemática e comecei a adorar Geometria Descritiva. Fui para esta área com o intuito de ser arquitecta, mas o 10º ano não me correu de feição e terminei com uma média baixa, além de ter tido uma excelente média no 11º e uma boa média no 12º.

Posto isto, quando chegou a altura de me candidatar à universidade a minha média não dava para onde eu queria ir, que seria a Faculdade de Arquitectura de Lisboa ou do Porto. Foi então que entrei para Cinema na Covilhã, e sim eu sei que não tem nada a ver, e também não sei onde estava com a cabeça quando me candidatei para um curso que nada tem a ver comigo e com o qual não me identifico, mas na altura, com os meus 17 anos, nem sequer pensei.

Houve a hipótese de me candidatar à segunda fase, de pedir transferência de curso ou de universidade, mas eu acabei por me acomodar e 3 anos passaram a voar. Com apenas 20 anos era uma licenciada em Cinema e além de saber e de sentir que não me identificava com aquilo de maneira nenhuma, mais uma vez não pensei e prossegui os estudos, afinal ainda era nova e como na altura namorava, decidi ficar mais 2 anos a estudar e fiz também mestrado. Mais 2 anos os meus pais a investirem em algo com o qual cada dia menos me identifico e cada dia mais tenho a certeza que não é, de longe, o que quero fazer da minha vida. Claro que a péssima experiência de estágio que tive, mais a crise que o país atravessa e a falta de emprego, não ajudam, mas mesmo que houvesse trabalho sei que não me iria sentir realizada profissionalmente porque não me identifico com a área, e isso é péssimo.

Restam-me duas alternativas:

1. Continuar com a formação que tenho e tentar arranjar trabalho nesta área sem tentar fazer diferente, sem lutar pelo que realmente gosto e quero fazer profissionalmente.

2. Tirar arquitectura, o que irá implicar um esforço enorme da minha parte.

Teria de voltar a repetir exames, pelo menos o de Geometria Descritiva, e passar, voltar a concorrer ao ensino secundário e entrar, voltar a estudar coisas que já não estudo há mais de 5 anos, conseguir terminar o curso nos 5 anos, estudar enquanto trabalho e/ou pedir um empréstimo de estudante, fazer um esforço descomunal para pagar todas as despesas sem ter de pedir dinheiro aos meus pais e ainda fazer um enorme esforço física e psicologicamente para corrigir algo que tinha sido tão facilmente evitado.

Depois ainda há contras, é que neste nosso país só há 1 universidade pública com este curso em pós-laboral, e isso implicaria que eu fosse para Lisboa onde as despesas mensais são um autêntico roubo. E privadas nem sequer se coloca em questão, porque pagar cerca de €400 por mês só para propinas, mais despesas extra de materiais, livros e afins, não é sustentável.

Dentro de todas as opções a Universidade de Coimbra parece a mais viável, primeiro porque fica a 1h30 da minha terra e em segundo porque as despesas de casa são muito mais baratas que em Lisboa. Por outro lado, ir para Coimbra significa ter de repetir o exame de Geometria Descritiva e ainda o de Matemática, o que torna as coisas bem mais complicadas.

Neste momento sei que não quero seguir a área que estudei porque não me identifico, e também sei daquilo que gosto e do que quero fazer da minha vida profissional, mas tenho tanto receio de não o conseguir e mais do que isso, tenho receio de já ser tarde demais.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Salvador Dalí

E parece que voltou a minha nova temática, a pintura. Desta vez quem tem lugar aqui é Salvador Dalí, um grande artista Surrealista, com uma obra singular e totalmente deslumbrante. Com uma enorme criatividade e uma enorme expressão na sua pintura, ele consegue inspirar e surpreender a cada pincelada.
O seu trabalho acaba por atingir o seu expoente máximo com o uso de imagens bizarras e oníricas, que se combinam numa estrondosa qualidade plástica das obras. Todas estas características são visíveis num dos seus melhores e mais famosos quadros,
A Persistência da Memória, que aparece na imagem acima. Para além da pintura, esteve ligado também ao cinema, à escultura e à fotografia, mas claro que é na pintura que se torna um senhor.
Relativamente ao pintor como pessoa, era uma personagem totalmente caricata, a meu ver claro, ou não fosse a imagem dele totalmente surreal. Podem espreitar aqui a sua galeria, e aqui uma imagem do senhor, e aí então podem tirar a vossa opinião sobre a caricata figura.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Van Gogh

Hoje vou introduzir uma nova temática aqui no blogue, a pintura. Para quem não sabe, eu fiz o meu secundário em artes, logo, daí a minha fascinação por este tipo de arte.
Confesso que entre muitos pintores que deixaram o seu marco muito importante na história da arte, aquele que melhor me define é sem dúvida o Vincent Van Gogh, e este é o quadro dele que mais gosto.
É certo que toda a história de vida dele e também a forma como este pôs fim à sua vida, é demasiado intenso e brusco, mas tudo tem o seu significado, e ele fê-lo por estar psicologicamente afectado, por problemas familiares, e por falta de criatividade. Se bem que é nesta altura, em que ele está internado num hospital psiquiátrico, que ele tem o seu auge criativo, e é nesta fase que ele produz mais e melhores obras, mas é também a sua pior fase, tal como referi em cima.
Não tenho muito mais a acrescentar, porque a arte não se fala nem se descreve, sente-se apenas. Por isso mesmo, deixo aqui este site, que é uma espécie de galeria, com os seus mais famosos e deslumbrantes quadros. Vale muito a pena ver e pesquisar sobre tamanho artista da história mundial.