quinta-feira, 9 de maio de 2019
Já foram a Itália?
quarta-feira, 14 de março de 2012
Das más decisões que tomamos

No meu 10º ano fui para artes e foi nessa área que fiz o meu secundário, nunca me arrependi dessa escolha pois era algo que me fascinava. Sempre gostei muito de matemática e comecei a adorar Geometria Descritiva. Fui para esta área com o intuito de ser arquitecta, mas o 10º ano não me correu de feição e terminei com uma média baixa, além de ter tido uma excelente média no 11º e uma boa média no 12º.
Posto isto, quando chegou a altura de me candidatar à universidade a minha média não dava para onde eu queria ir, que seria a Faculdade de Arquitectura de Lisboa ou do Porto. Foi então que entrei para Cinema na Covilhã, e sim eu sei que não tem nada a ver, e também não sei onde estava com a cabeça quando me candidatei para um curso que nada tem a ver comigo e com o qual não me identifico, mas na altura, com os meus 17 anos, nem sequer pensei.
Houve a hipótese de me candidatar à segunda fase, de pedir transferência de curso ou de universidade, mas eu acabei por me acomodar e 3 anos passaram a voar. Com apenas 20 anos era uma licenciada em Cinema e além de saber e de sentir que não me identificava com aquilo de maneira nenhuma, mais uma vez não pensei e prossegui os estudos, afinal ainda era nova e como na altura namorava, decidi ficar mais 2 anos a estudar e fiz também mestrado. Mais 2 anos os meus pais a investirem em algo com o qual cada dia menos me identifico e cada dia mais tenho a certeza que não é, de longe, o que quero fazer da minha vida. Claro que a péssima experiência de estágio que tive, mais a crise que o país atravessa e a falta de emprego, não ajudam, mas mesmo que houvesse trabalho sei que não me iria sentir realizada profissionalmente porque não me identifico com a área, e isso é péssimo.
Restam-me duas alternativas:
1. Continuar com a formação que tenho e tentar arranjar trabalho nesta área sem tentar fazer diferente, sem lutar pelo que realmente gosto e quero fazer profissionalmente.
2. Tirar arquitectura, o que irá implicar um esforço enorme da minha parte.
Teria de voltar a repetir exames, pelo menos o de Geometria Descritiva, e passar, voltar a concorrer ao ensino secundário e entrar, voltar a estudar coisas que já não estudo há mais de 5 anos, conseguir terminar o curso nos 5 anos, estudar enquanto trabalho e/ou pedir um empréstimo de estudante, fazer um esforço descomunal para pagar todas as despesas sem ter de pedir dinheiro aos meus pais e ainda fazer um enorme esforço física e psicologicamente para corrigir algo que tinha sido tão facilmente evitado.
Depois ainda há contras, é que neste nosso país só há 1 universidade pública com este curso em pós-laboral, e isso implicaria que eu fosse para Lisboa onde as despesas mensais são um autêntico roubo. E privadas nem sequer se coloca em questão, porque pagar cerca de €400 por mês só para propinas, mais despesas extra de materiais, livros e afins, não é sustentável.
Dentro de todas as opções a Universidade de Coimbra parece a mais viável, primeiro porque fica a 1h30 da minha terra e em segundo porque as despesas de casa são muito mais baratas que em Lisboa. Por outro lado, ir para Coimbra significa ter de repetir o exame de Geometria Descritiva e ainda o de Matemática, o que torna as coisas bem mais complicadas.
Neste momento sei que não quero seguir a área que estudei porque não me identifico, e também sei daquilo que gosto e do que quero fazer da minha vida profissional, mas tenho tanto receio de não o conseguir e mais do que isso, tenho receio de já ser tarde demais.
sábado, 28 de janeiro de 2012
uma ajudinha sff

quinta-feira, 24 de novembro de 2011
quem pode usar lentes de contacto?

terça-feira, 25 de outubro de 2011
decoração






quinta-feira, 29 de setembro de 2011
colesterol alto

quarta-feira, 28 de setembro de 2011
do virus

- Faça download do ficheiro html.
- Faça o upload do ficheiro para o seu servidor.
- Peça o "verify" no Google Webmasters Tools.
- A ferramenta vai informá-lo de imediato que o seu website tem problemas.
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
daquilo que quero, ou o facto de não saber o que quero

sábado, 9 de julho de 2011
aquilo que me vai cá dentro, e que é tão difícil expressar

domingo, 3 de julho de 2011
ajuda sff

quinta-feira, 30 de junho de 2011
sobre o amor, ou lá o que seja

quinta-feira, 9 de setembro de 2010
não faz sentido

sábado, 4 de setembro de 2010
aspecto

quarta-feira, 1 de setembro de 2010
tenho uma dúvida
sábado, 28 de agosto de 2010
aspecto

segunda-feira, 23 de agosto de 2010
publicidades

terça-feira, 17 de agosto de 2010
livros de passatempos

horas

sexta-feira, 13 de agosto de 2010
"morte" às pipocas

quinta-feira, 5 de agosto de 2010
neighbors from the beach
Hoje deixo-vos com mais umas das minhas questões, isto porque com o tempo livre que tenho e passando o mesmo na praia, deparo-me com muita coisa estranha que por mais que me esforce, não consigo mesmo entender...Ora é certo e sabido que o Algarve no verão é uma zona que alberga muita gente, não só portugueses como estrangeiros. Com toda esta enchente, é natural que se acumule um número bastante elevado de pessoas no mesmo espaço, neste caso específico, na praia.
Uma pessoa vai de manhã para a praia cedo, e estaciona-se em qualquer parte do areal, normalmente onde tem espaço. Quando é por volta do meio dia começam a chegar mais pessoas que provavelmente não têm amor à vida e querem com certeza apanhar cancro da pele (atenção que não tenho nada contra). Por esta hora estão a ir embora da praia as pessoas que foram de manhã. Estas pessoas deixam o chapéu e as toalhas a marcar território, como se fossem cães e mijassem num poste de electricidade com o intuito de dizer este é meu, aqui não mijas tu!
A questão é que estas mesmas pessoas vão para casa em busca de um almoço em família para só mais tarde voltarem à praia, lá por volta das 16h/17h, que é a hora em que está menos calor e as crianças já têm feito a digestão.
Quando chegam à praia dirigem-se ao seu território que ficou marcado por toda a tralha de praia que lá deixaram, e notam que aquilo está ocupado por outras pessoas que chegaram nas horas de maior calor, e obviamente se instalaram onde havia lugar, estes são portanto vistos como os ocupas, que não tendo outro sítio onde se instalar visto terem dormido até ao meio dia, por ali ficaram no território de pessoas alheias.
E onde está o engraçado da questão? É ver as pessoas que chegaram de manhã a dizer bem, tu vai estendendo a toalha para ali algures, visto que nos ocuparam o nosso espaço, nós temos de ir fazer o mesmo!
E aqui eu pergunto: o nosso espaço? mas de quem? eles compraram-no, ou alugaram para a semana de férias? será que aquilo tem delimitadores que se escondem debaixo da areia (os marotos) para que quem vem depois não os consiga ver? ou será que isto por cada pessoa temos direito a x metros no raio do nosso chapéu de sol?
Ora, se lá deixam as coisas e vão embora, não podem esperar que as pessoas pensem certas coisas, ora passo a exemplificar:
Casal chega à praia por volta das 12:17h, e diz a mulher para o homem:
mulher: oh homem, onde é que nos vamos deitar?
homem: eu estava a pensar em ficar já aqui, mas como está aqui um chapéu de sol amarelo e outro verde a menos de 100 metros de distância, pertencem às mesmas pessoas, e deixa cá ver.... 1, 3, 7, 9 toalhas de praia, perfaz o total de nove pessoas, temos de contar no mínimo 20 cm para cada pessoa no raio de cada chapéu, e ainda mais uns 10 cm de distância de nós, para poderem passar sem ser por cima das nossas toalhas.
mulher: então sendo assim, onde dá para ficarmos?
homem: temos 2 soluções, ou nos deitamos ali em cima no alcatrão, ou então ali no mar alto, e mesmo assim já é estar a apertar um pouco as pessoas!
E é isto, o ser humano acha que um espaço (que só por acaso até é público) lhe pertence, desde o momento em que lá deixa a tralha da praia!
Como podem ver sou agora uma pessoa muito mais observadora e que gosta de observar tudo ao pormenor, e acreditem que se vê muita coisa importante e interessante como isto!
Mas ainda assim fica a questão: quem é que tem razão? o português que chega de manhã ou o que vai ao meio dia? (é impressionente como é que ainda fiquei na dúvida...)




