A língua inglesa foi até ao meu 12ºano aquela disciplina que eu não gostava de maneira nenhuma, não entendia e era a disciplina que me descia a média. No secundário eu tive notas muito boas e cheguei a estar no quadro de mérito, agora imaginem o quão frustrante é ter tudo de 15 para cima e um 11 a inglês, ainda que me fartasse de estudar, de fazer trabalho extra, e mesmo assim não passar do 11. Anos mais tarde entendi que não tive uma única professora de inglês que explicasse realmente a matéria e que me cativasse. A professora que tive no 10º e 11º anos, era realmente muito má. Posso dizer-vos que os meus livros de inglês desses dois anos estão intactos, a única coisa que lá escrevi foi o meu nome. Acho que isto resume bem a situação.
Já na universidade, tive muitas cadeiras em que tinha de estudar por manuais em inglês, o que para mim foi horrível, ler e reler algo do qual não entendia nada, podia conhecer uma ou outra palavra, mas não entendia o significado de uma frase. Com o passar do tempo, fui lendo mais, vendo filmes e séries, e finalmente comecei a aprender inglês.
Depois de terminar o meu curso, tirei uma formação de inglês no British Council que me deu equivalência para puder dar aulas de inglês no 1ºciclo. Hoje em dia dou explicações de inglês até ao 12ºano, gosto imenso da língua, entendo-a a 100%, faço alguns trabalhos pontuais de tradução, inclusive já traduzi uma tese de doutoramento, e adoro a língua.
Os professores são, sem dúvida, uma parte determinante do nosso futuro. Se tivermos bons professores, que nos cativem, vamos muito mais facilmente gostar e entender as disciplinas das diferentes áreas. Só é pena que isso nem sempre aconteça.




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