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sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Férias

Já passou quase 1 mês (como assim???) desde que aqui vim pela última vez! Os dias têm passado, o trabalho tem sido algum e confesso que depois de um dia a lidar com crianças de férias, chego a casa e sinto-me exausta, 5 minutos no sofá e já estou a dormir.
No entanto, entretanto o trabalho já terminou e irei estar de férias nos próximos dias, que quero tirar para mim e principalmente para descansar. Espero que esteja tudo bem convosco aí desse lado, e quer estejam de férias ou a trabalhar, que estejam bem e de saúde.
Prometo voltar quando sentir que é o momento certo e que faz sentido, mas primeiro preciso mesmo de descansar e de arejar as ideias.
Até breve pessoas queridas que têm sempre uma palavra amiga a dizer. Até breve! 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

A Lefties e o seu ÓTIMO atendimento ao cliente

Não sou de vir para aqui queixar-me disto ou daquilo, é raro fazê-lo, mas desta vez tenho mesmo de vir aqui partilhar isto convosco, até para que não vos aconteça o mesmo.

Comprei ainda em Janeiro um fato de treino na Lefties online, uma vez que estou em teletrabalho, é o que mais utilizo e estava a precisar de um extra. Comprei estas calças e esta camisola, ambas na cor Verde Menta. São peças que se vendem em separado mas que fazem conjunto, se repararem diz em ambas as peças "Coordinated Garments", ou seja, peças ou roupas coordenadas.

Acontece que quando recebi a encomenda, muito rápida na entrega mas nem sequer foi entregue na minha morada, a transportadora resolveu entregar na casa da minha vizinha sem qualquer consentimento da minha parte e sem me dar qualquer justificação. Palmas para a transportadora da Lefties, é só qualidade!

Quando abri a encomenda, reparei que a camisola é verde e as calças azuis, o que é fantástico dado que têm a mesma cor no site e a mesma referência de cor. Mas afinal parece que não, como são peças vendidas em separado, é mesmo assim. Nas imagens abaixo podem ver à esquerda uma imagem das duas peças retirada do site, em que se percebe que são exatamente da mesma cor. Na imagem à direita, está uma fotografia do que me chegou a casa, camisola verde e calças azuis.

Foto da Lefties (daqui)                    Foto da minha autoria


Depois de várias chamadas feitas para o apoio ao cliente da Lefties, fui sempre atendida por pessoas extremamente simpáticas, foi-me pedido que tirasse uma foto das duas peças e enviasse um e-mail para contact_pt@lefties.com, para que fosse visto pelos especialistas qual a peça que estava com a cor errada.

Depois de semanas à espera de uma resposta e de ter ligado novamente para o apoio ao cliente, lá me responderam ao e-mail a dizer que as peças são vendidas em separado e por isso são diferentes (é que nem o material é igual, as calças são de algodão e a camisola não), disseram para eu fazer a devolução das peças num ponto de recolha, pagar pelo envio e que, depois devolviam o dinheiro e eu podia voltar a encomendar as peças, mas que seriam novamente diferentes! Wtf?!

Depois deste e-mail, eu disse que não queria devolver e ficar com o dinheiro, mas que queria sim a troca dos artigos por dois da mesma cor, pois por telefone tinham-me dito que era possível fazê-lo. Mas afinal parece que não! Se eu quiser devolver, pago os custos de envio e quando eventualmente receberem as peças, devolvem o dinheiro. Com o atraso das encomendas e outras que nem chegam ao destino, ainda me arriscava a ficar sem as peças e sem o dinheiro. Depois se quiser igual, mando vir do site novamente e pago 3,99€ de envio, que nem isso a Lefties paga.

Nunca tinha comprado nada na Lefties, online ou em loja física, e agora certamente que não voltarei a comprar! Assim se perdem clientes!

Já vos aconteceu algo do género? Como resolveram?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

After the "parties", que é como quem diz, vejam a merda que fizeram!

Este gesto é para os nossos (des)governantes, para as pessoas que continuam a não utilizar máscara, para quem não desinfeta as mãos, para quem não mantém a distância, para quem continua a viver como se nada se passasse, para quem não teve dois dedos de testa e fez grande ajuntamentos pelo Natal e pela passagem de ano, por todas as pessoas que continuam a brincar com isto!
Ontem no jornal da hora do almoço falava-se de um possível confinamento como o de Março de 2020, porque os casos diários em Portugal estão nos 10 000 por dia. E de quem é a culpa? Minha que passei as festividades em casa com os meus pais e irmão e nos privamos da restante família, amigos e nem com o meu namorado estive? Não me parece! Mas se o confinamento realmente chegar, vamos ficar em casa também porque outros não sabem viver em sociedade e respeitar o que estamos a viver.

Shame on you! 

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

2019 de A-Z

2019 não foi de todo um ano bom, não foi um ano 100% feliz nem foi um ano que deixa muitas saudades, claro que houve coisas boas e momentos muito agradáveis que vou guardar sempre comigo, mas infelizmente houve dois acontecimentos em particular que foram mesmo muito maus. Hoje resolvi fazer um 2019 de A-Z.

Amor: além de nem tudo ter sido bom, foi um ano cheio de amor e onde voltamos a aproximar-nos de algumas pessoas da família com quem não nos dávamos há anos, e isso tem de ser bom.

Banho: aquilo que não dispenso 365 dias por ano, e por vezes mais de uma vez por dia.

Crianças: são a faixa etária com quem trabalho diariamente, e sem dúvida que adoro.

Dormir: esta é das coisas que mais gozo me dá, chegar ao final de um dia e poder ir descansar.

Ele: pois de outra forma nem faria sentido.

Família: sem dúvida, a coisa mais importante da minha vida.

Gomas: continuam a ser o meu doce preferido.

Hamburgo: esta foi a primeira viagem do ano, logo em Janeiro, e além de muito frio foi ótimo passar um fim de semana diferente em família.

Itália: a viagem do ano e sem dúvida uma viagem que adorei e que voltava a fazer outra vez.

Jogos: em 2019 fiquei viciada naqueles jogos de decoração de casas, adoro!

Ler: neste departamento fui mesmo muito má, até tenho vergonha de dizer quantos livros li.

Morte: da tia E, uma pessoa muito querida e que deixou muitas saudades, sem dúvida.

Nápoles: sem dúvida a não repetir, uma experiência muito diferente, e fica por aí.

Pompeia: local muito giro, que não me importava de voltar.

Roma: a cidade fantástica pela qual me apaixonei o verão passado.

Sorrento: belas paisagens e sem dúvida que me deixou uma enorme vontade de fazer toda a costa.

Trabalho: algo pelo qual sou grata de ter tido e mais do que é costume, que continue assim.

Vida: nem sempre justa, e em 2019 foi mesmo terrível para o primo A, quando ele teve aquele maldito acidente que o deixou num estado que ninguém merece estar.

Zero: começar do zero em 2020.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Sobre a crueldade da vida

Há uns meses escrevia por aqui sobre o acidente que o meu primo A teve e que o deixou até hoje numa cama de hospital sem certeza se vai ficar bem ou não.
No passado domingo à noite, e passados quase 5 meses do acidente do A, na mesma zona e com uma diferença de apenas 2 quilómetros de distância, o irmão do meu tio J teve também um acidente, onde igualmente não foi culpado, e onde infelizmente morreu no local. Ambos os acidentes aconteceram no IC2 na zona de Rio Maior, onde a estrada está toda estragada e sem condições nenhumas para se circular.
Em ambos os acidentes, o excesso de velocidade e uma ultrapassagem seguida de despiste foi a causa. É revoltante quando se perde alguém próximo, mas quando perdemos desta forma é ainda pior e ainda mais difícil de aceitar.
Ninguém merece morrer assim ou ficar em estado vegetativo por causa de algo tão estúpido e injusto, ainda para mais quando não se tem culpa nenhuma do sucedido. É revoltante e não se consegue aceitar. E sabem que mais? O que mais a família quer é justiça, os irmãos queriam a prisão do assassino que matou o irmão, mas este morreu dois dias depois, o que para eles não foi punição, mas uma absolvição.
A todos os que já perderam alguém ou viram alguém de quem gostavam ficar mal numa qualquer estrada deste mundo por culpa de terceiros, um abraço apertado.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Da minha ausência

Estive cerca de 3 semanas ausente do blogue, inicialmente estive quase uma semana sem serviço MEO, depois estive a trabalhar em férias escolares e só hoje é que parei para descansar um pouco e vir até aqui. 
Os últimos tempos não têm sido fáceis e a verdade é que a vontade de vir aqui também não tem sido muita. O estado de saúde do meu primo é algo que me deixa sem vontade de fazer o que quer que seja, os dias continuam a passar demasiado depressa e ele não tem tido melhoras significativas. Eu sei que estas situações levam o seu tempo, mas de tanto esperar as coisas tornam-se cada dia mais difíceis para quem quer muito que ele acorde e fique bem. Eu sei que tenho de ter paciência e acreditar que tudo vai ficar bem, mas acreditem que quando passamos pelas coisas, não é nada fácil.
Espero que desse lado estejam todos bem e a aproveitar este fim de semana prolongado que já chegou e que, pelo menos para mim, espero que seja de muito descanso que bem ando a precisar.
Bom resto de feriado a todos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Telemóvel

Sabem aquelas pessoas que estão sempre agarradas ao telemóvel? Que não dão dois passos sem mexer no telemóvel? Aquelas pessoas com quem vocês estão a beber um café e não param de responder a mensagens e nem ouvem o que vocês estão a dizer? Pois bem, é mesmo desse tipo de pessoas que hoje vou falar.

Tenho noção que hoje em dia quase todas as pessoas usam o telemóvel para muito mais do que fazer chamadas e enviar mensagens, mas será que isso substitui o contacto físico? Para mim não! É certo que as novas tecnologias e a internet facilitam imenso a vida às pessoas, pelos mais variados motivos, mas a meu ver o falar cara a cara nunca vai sair de moda e tem muito mais valor.

Aborrece-me imenso estar num local qualquer e ver, por exemplo, um casal numa mesa algures em que um deles, ou até os dois, estão no telemóvel e nem sequer conversam, estão ali como podiam estar em casa que é igual, não há ligação real àquela pessoa, logo, nem faz sentido estarem ali.

O meu namorado tinha muito o hábito de fazer isso, chegávamos a um sítio qualquer, lá ligava o wi-fi no telemóvel e toca de mexer no mesmo como se eu nem ali estivesse, até que me chateei e perguntei se o estava a incomodar, isto porque a certa altura aquilo já era um encontro entre ele e o telemóvel e era eu quem estava a mais. Pois que ele nem se apercebia do que fazia, tinha o hábito tão enraizado que nem dava conta que passava o tempo todo a mexer naquela porcaria, ao passo que eu nem sequer o tiro da mala.

A partir desse dia, o telemóvel não tem ordem de sair do bolso, seja quando estamos a jantar, a almoçar, a lanchar, no cinema, a passear na rua, o que for, pois se estamos juntos fisicamente, temos é de falar e namorar, o telemóvel tem de ficar para segundo plano.

Claro que nada é 100% certo e se algum de nós receber uma chamada atendemos, ou se nos apetecer tirar uma fotografia ou mostrar algo que vimos e partilhar com o outro, é normal e completamente diferente, agora se estamos com uma pessoa ou até um grupo, é de extrema falta de respeito estarmos constantemente no telemóvel. Pessoas que têm o hábito de fazer isso lembrem-se disto: não faças aos outros o que não gostarias que te fizessem a ti.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Bem vindo 2019

Sou uma pessoa de números ímpares, por isso mesmo sou grata por finalmente 2018 ter terminado, até porque não foi um ano assim tão bom, e finalmente o 2019 ter dado o ar da sua graça. Como sempre que se inicia um ano, queremos todos fazer uma lista com coisas a fazer e objetivos a concretizar no novo ano, por isso, cá vão alguns dos meus desejos para este ano.

Felicidade - começo logo pela mais cliché de todas, mas a verdade é que sem felicidade o que somos nós? Acho que não somos muito e acho que sem ela esta vida não vale assim tanto a pena, portanto, que 2019 seja um ano muito feliz.

Saúde - esta é outra também cliché, mas sem saúde nada se faz, por isso mesmo que 2019 me traga saúde para mim e para os meus familiares e amigos. E claro, para todos vós que estão desse lado.

Trabalho - gosto bastante do trabalho que tenho, por isso mesmo, que se mantenha e, já agora, que consiga algo mais para o complementar.

Viajar - esta é daquelas que tem de estar mesmo presente, espero este ano conseguir viajar muito, já tenho uma viagem planeada por isso, que venham daí dias de passeio por esse mundo fora.

Ler - o ano que passou começou muito bem neste departamento mas acabou muito mal, pois li poucos livros, nem vou dizer quantos foram para não parecer mal, por isso espero que este ano possa compensar.

Aprender - esta é daquelas coisas que quero sempre ter presente na minha vida, seja através de livros, de pessoas, de viagens, de novas culturas, espero que seja um ano de muitas e novas aprendizagens.

Pessoas - infelizmente não duramos para sempre, por isso mesmo, espero conseguir manter quem realmente importa comigo e também espero que não só apareçam novas pessoas que valham a pena como desapareçam da minha vida aquelas que não fazem falta.

Casa - este é um desejo que tenho há algum tempo, ter uma casa própria e sair finalmente de casa dos pais, não que me dê mal com eles, mas acho que já está mais do que na hora de ter a minha casa, por isso mesmo, que seja este ano.

Acho que estes são mesmo aqueles desejos base que refletem tudo o que necessito para ser feliz e para me sentir realizada, por isso mesmo se conseguir concretizá-los todos, tudo o que vier mais será um extra. Espero que o vosso ano tenha começado da melhor forma e que todos os vossos desejos se realizem. Um ótimo 2019!

domingo, 30 de dezembro de 2018

Balanço de 2018

2018 foi um ano bom, mas ficou um pouco à quem de tudo o que queria fazer, além disso não o posso classificar como sendo um mau ano. Houve alturas complicadas e situações difíceis de ultrapassar, no entanto, gosto sempre de pensar nas coisas boas, e essas também foram muitas e que guardo comigo.

Este 2018 começou em Lisboa, com o H, o meu irmão tinha lá casa e aproveitámos para passar o ano na capital. Gosto de escapadinhas a dois, e a verdade é que a passagem de ano começou dessa forma e foi bastante bom.

Este ano consegui manter o trabalho que já tinha e continuo a fazer algo que gosto imenso, trabalhar com crianças, espero que possa continuar a fazê-lo pois é algo que me realiza imenso, principalmente a nível pessoal. Este ano fui até ao Porto celebrar 3 anos de namoro, foram dias felizes e cheios de amor. No verão rumei a sul onde fiz praia em Monte Gordo e ainda passei por Sevilha, cidade que não conhecia mas que me encheu o coração. Este ano cheguei aos 30, e além de ainda não estar onde queria nesta altura, tenho tanta coisa boa na minha vida que seria ingrata se não fosse muito feliz.

Fazendo um balanço deste ano, posso dizer que até foi um ano bom e feliz. Se 2019 for igual, já não me posso queixar, mas se puder ser um pouco melhor, seria o ideal. Que o melhor de 2018 seja o pior de 2019, para mim e para todos vós.

terça-feira, 30 de outubro de 2018

A minha fobia de cães

Fobia
fo.bi.afuˈbiɐ

nome feminino
1. Psicologia: medo patológico, sobretudo pelo carácter obsessivo, de certos objetos, atos ou situações.
2. Medo ou aversão impossível de conter.

Antes de começar o texto em si, coloquei a definição de Fobia pois há muitas pessoas que não entendem.Quando alguém tem uma fobia, seja ao que for, significa que a pessoa tem tanto medo que não consegue controlar, e consoante as pessoas as reações podem ser diferentes. No meu caso, quando vejo um cão na rua, principalmente se o porte for grande, eu fico bloqueada, não me dá para gritar, ou para correr, nada, fico petrificada sem me conseguir mexer até que o animal se vá embora ou que alguém o leve dali.

Posso dizer-vos que sempre que vou na rua e vejo um cão com cara de mau ou demasiado grande, passo a estrada para o outro lado antes de me cruzar com ele, e nem sequer penso no que estou a fazer, é insconsciente quando o faço.

Por isso, para quem está desse lado e não entende o que é ter fobia de algo ou não quer entender, peço-vos que se ponham na pele das pessoas que têm fobia a algo e tentem entender, e dizerem coisas como Quanto mais medo mostras pior é, não ajuda em nada.

Pessoas que estão desse lado, têm fobia a algo? Ou estou sozinha nisto? Contem-me tudo!

terça-feira, 9 de outubro de 2018

A pior parte das séries

Sabem uma das coisas que gosto muito, principalmente naqueles dias de inverno quando o vento e a chuva se fazem ouvir e estou de pijama debaixo das mantas bem quentinha? É ver uma série.

Sabem uma das coisas que mais detesto que aconteça? Séries que vejo serem canceladas!

Sabem o que é que tem acontecido ultimamente? Séries que vejo têm sido canceladas.

Sabem o que é mais irritante do que isso? Séries que mudam de atores, mantendo os mesmos personagens, super weird!

E sabem qual foi a séria, das que vejo, que mais andou no começa e acaba, é cancelada e recuperada, muda de atores 1000 vezes? Last Man Standing!

E se há uns meses adorava esta série, via episódio atrás de episódio e passei alguns meses ansiosa por ver a nova temporada, neste momento perdi a vontade de ver, pois a mudança que houve nos atores foi muito má! Só leio críticas negativas sobre a nova atriz que interpreta a Mandy, como é que é possível terem perdido essa atriz, ela era a alma daquilo, e agora há uma outra que, por muito boa atriz que seja, não é a mesma coisa.

Enfim... há que manter o pensamento positivo e pensar que pelo menos, não foi definitivamente cancelada.

E quanto a vós, também veem esta série? Ou têm alguma série que gostam e tenha sido cancelada ou tenha mudado drasticamente de elenco? Digam de vossa justiça, para eu saber se estou sozinha neste barco.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Saudade

A saudade é dos sentimentos mais fortes e recorrentes que sentimos, quando não estamos no lugar desejado, quando não vemos a pessoa desejada, quando já não nos lembramos daquele cheiro, daquele som, daquela sensação, daquele momento, e normalmente este sentimento está sempre associado a algo que foi bom, mas que já passou.

Por isso custa tanto passar a semana longe dele, a vida não é fácil nem justa, e eu sei disso, mas custa sempre tanto não o ter por perto durante a semana... Saudade que custa tanto a suportar mas que depois sabe tão bem quando nos reencontramos. Que o fim de semana chegue rápido!

terça-feira, 7 de novembro de 2017

O drama de ir a uma consulta no médico de família

Eu sou daquelas pessoas que só vão ao médico quando tem mesmo de ser. Em Maio torci um pé no ginásio e fui à médica de família para ver se estava tudo bem, desde essa altura nunca mais lá tinha ido, até hoje!
Marquei uma consulta pela internet há umas semanas e hoje era o dia, tinha de estar lá às 9h30 para a consulta. Cheguei a horas, esperei pela minha vez e confirmei a minha presença. A senhora da receção disse que eu tinha 2 pessoas à frente e eu sentei-me à espera. Passada 1 hora e 35 minutos, mais de 6 pessoas consultadas, lá ouço o meu nome e vou em passo de corrida para dentro do consultório, pois a sala de espera estava gelada devido a uma avaria no ar condicionado.
Entro para o consultório, digo bom dia e a médica começa a ralhar. Passo a citar a conversa que se seguiu.

Médica
Bom dia, você não pode voltar a chegar atrasada.
Eu
Mas eu não cheguei atrasada...
Médica
Chegou sim, estou aqui a ver no sistema que tinha uma consulta às 9h30 e só chegou às 9h35.
Eu
Não, eu cheguei às 9h30 mas tinha pessoas na fila à minha frente, não podia estar a passar-lhes à frente.
Médica
Tem de estar cá 15 minutos antes da hora da consulta para eventuais filas e para não chegar atrasada.
Eu
Tenho de estar 15 minutos antes? Desde quando? Nunca me foi informado, na recação dizem para estar à hora da consulta.
Médica
Não pode ser, porque eu já a chamei e você não estava.
Eu
Chamou-me a que horas?
Médica
Às 9h30.
Eu
Isso não é verdade porque eu já cá estava a essa hora e se me tivesse chamado eu teria ouvido. Tal não aconteceu. Além disso, para que é que venho 15 minutos antes, para estar mais tempo à espera? É que assim, em vez de 1h30 teria estado à espera 1h45.
Médica
Eu tenho de ir dar consultas a seguir, não me posso atrasar, só tenho 15 minutos por doente e por vezes as pessoas ficam cá mais tempo. Não pode ser. Provavelmente terá sempre de esperar, eu sou só uma e tenho estado sempre a chamar pessoas, não vos deixo à espera para ir para o café.
Eu
Eu não tenho nada a ver com isso, além disso só vim cá porque me mandou vir cá para me passar análises de rotina. Passa-me as análises ou não?
Médica
Muito bem, mas não se pode atrasar.

WTF??

Basicamente foi isto. A senhora devia estar com os azeites e descontou em mim. Ou seja, na terra onde vivo para se conseguir consulta no próprio dia temos de ir para a porta do posto médico pelas 5h00 ou 6h00 da manhã, e mesmo assim podemos correr o risco de não termos vez, pois a médica apenas atende 4 pessoas por dia. Fora essas pessoas há consultas dos diabetes, das baixas, das pensões e ainda atende pessoas com febre, diarreia, vómitos, etc. Não sabem o que são urgências nem hospitais certamente, e a médica atende toda a gente com este tipo de sintomas antes mesmo das pessoas  que têm consulta, portanto aquilo deve ser as urgências e eu é que estou mal.
Bom, não me vou alongar mais que este assunto tira-me do sério. Há coisas que realmente não valem a pena e este assunto já cheira mal porque é sempre mais do mesmo. Enfim...

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Incêndios

Sim, leram bem o título. É verdade que já não estamos no verão, aliás, estamos quase quase em Novembro mas este ainda é, infelizmente, um tema presente. Cá na terra há muitas pessoas idosas, na sua maioria têm e péssimo hábito de fazer fogueiras ou queimadas, como queiram chamar, assim que é permitido por lei, ou seja, a partir de 15 de Outubro. Assim sendo, desde esse dia que tem havido fogueiras todos os dias, até irrita estender roupa, o tempo estar bom, e ter de a apanhar 5 minutos depois, ainda molhada, mas para que não ganhe mau cheiro (normalmente em vão).

Hoje um dos meus vizinhos que costuma fazer disso desporto por toda a época de outono/inverno resolveu, ainda que com os ponteiros a marcarem 26ºC, fazer uma bela de uma fogueira para queimar sabe-se lá o quê, visto que o faz quase todos os dias. Ignorando o calor veranil e o vento forte e quente que estava, toca de fazer uma fogueira na mesma e claro, perdeu o controlo da mesma. Acham que chamou alguém? Acham que ligou para os bombeiros? Para a polícia? Para o 112? Não! Refugiou-se dentro de casa e deixou arder a ver no que dava.

Pois que gerou um incêndio ainda grande e a dois passos de minha casa. Grande parte das casas aqui da rua estiveram em perigo de arder, tal era a força das chamas e a velocidade a que avançavam. Foram momentos de pânico e pensei mesmo que ficaria com a casa reduzida a cinzas. Felizmente que em conjunto com alguns familiares a vizinhos fomos controlando as chamas com mangueiras e paus, e quando finalmente chegaram os bombeiros, a coisa já estava mais calma e os bombeiros só tiveram de apagar pequenos focos de incêndio e garantir que não haveriam reacendimentos inesperados.

Foi cerca de 1 hora e 30 minutos nisto mas que pareceram horas. Não sabia o que era sentir na pele o pânico de ver tudo a arder à minha volta e quase não poder fazer nada, infelizmente hoje soube o que é. E além de ter ardido apenas ervas e árvores, a verdade é que não valeu o susto.

Por isto, e porque é um perigo fazer fogueiras sem supervisão, mesmo que em alturas em que seja permitido por lei, tenham cuidado se o fizerem e chamem as autoridades se virem algo fora do normal. Em caso de dúvida, por exemplo se não souberem o número dos bombeiros, façam como eu e liguem diretamente para o 112. Ter cuidado nunca é demais, tal como manter as terras limpas e sem ervas demasiado altas.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Centro de Emprego

Estou desempregada desde Setembro e desde que mudei a minha situação para desempregada no centro de emprego que já recebi cartas de apresentação, claro (além de não estar a receber qualquer subsídio).

Pois que recebi duas cartas para estar presente no mesmo local, em dias diferentes, para o mesmo efeito. Ora não podiam juntar ambos os assuntos e eu só teria de fazer 20 km uma vez? Podiam claro, mas assim eu não teria que ir duas vezes em duas semanas seguidas fazer 20 km, nem consumia combustível, nem pneus, etc. Além disso, enviaram-me duas cartas no espaço de dois dias, o que significa de gastaram tinta e papel duas vezes, desnecessariamente, quando a única coisa que muda é a data e hora.

Se fizerem isto a toda a gente, olhem só os recursos que gastam sem serem necessários. País rico e muito bem gerido, não haja dúvidas!

terça-feira, 10 de maio de 2016

Das situações desagradáveis

Uma das coisas que mais me irrita são as atitudes arrogantes das pessoas, e ontem aconteceu-me uma coisa muito desagradável no ginásio que frequento. Cheguei ao estabelecimento e dirigi-me ao balcão para efetuar o pagamento da mensalidade deste mês. Estavam mais pessoas para o mesmo, esperei então pela minha vez já com o cartão de cliente e o dinheiro na mão para efetuar o pagamento. Chegada a minha vez, eis que surge a seguinte conversa.

Dono: Olá Green, o que é que queres?
Green: Boa tarde. Quero pagar a mensalidade.
Digo isto enquanto lhe entrego o dinheiro e o meu cartão.
Dono: Então e o teu cartão? Onde está? Sabes ao menos o teu número?
Green: Acabei de dar o dinheiro juntamente com o meu cartão. Ainda assim, o meu número é X.
Dono: Ah, sim, está aqui. Qual é o teu pacote?
Green: É o Y.
Depois de alguns comentários desagradáveis relacionados com o facto de eu não ter um emprego, o pagamento é efetuado e sai o talão que me é dado logo de seguida.
Dono: Aqui tens.
Green: Obrigada.
Passados alguns segundos.
Dono: O que é que foi?
Green: Estou à espera dos meus €0,50 de troco.
Dono: A sério que queres os €0,50?
Green: Sim, claro. É o meu troco e é dinheiro.
Dono: E €0,50 dá-te para quê? Para um café? Então dá cá que bebes um café.
Diz isto com ar de gozo e a rir como se de uma piada se tratasse.
Green: €0,50 vezes os 12 meses que tem o ano, é bastante dinheiro, é só fazer as contas.
Dono: Pronto, está bem.

Ora, daqui concluo que quando se tem um estabelecimento aberto ao público devemos ter alguma atenção à forma como falamos com as pessoas, o poder por vezes sobe à cabeça e acabamos por ser assim, mal educados e abusar da confiança que temos com as pessoas. É que nem que fosse €0,01 o troco, era meu e eu tinha direito a ele. Há muita falta de ética profissional e educação por aí, cada vez mais, e as pessoas não percebem que assim só perdem clientes, quando o seu objetivo é precisamente o oposto. E o mais lamentável, é que esta situação passou-se com o dono do ginásio, pois se fosse com um dos funcionários não acontecia, são educados e discretos, ele nem tanto assim. É triste.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Dos dias maus

Hoje foi um daqueles dias agridoce. Sabem aquela sensação de que tiveram um dia bom, rodeado de quem vos é mais importante, neste caso a família e o namorado, e mesmo assim sentem que não é suficiente? Sabem quando parece que o todo não chega nem para tapar um buraco que seja? Quando sentem que não têm importância no mundo e parece que não fazem falta?

Hoje é dos raros, muito raros mesmo, dias em que me sinto assim. Sinto um vazio tão grande que não consigo explicar, sinto o peito apertado e tenho imensa vontade de deitar tudo cá para fora, mas oh lágrimas, que não caem de forma nenhuma, oh postura fria e teimosa que teima em não ceder, em não deixar sair o que está a mais e pesa até na alma. Oh vida que parece ser tão injusta por vezes.

Hoje é daqueles dias em que só quero deitar a cabeça na almofada e dormir, torcendo para que amanhã as coisas já tenham mudado e a tempestade tenha passado.

Hoje digo apenas: Boa noite!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Pessoas

Não gosto de pessoas que se metem na minha vida.
Não gosto de pessoas que falem do que não sabem.
Não gosto de pessoas que inventem coisas sobre mim.
Não gosto de pessoas que opinem sobre a minha vida.
Não gosto de pessoas que deem palpites sobre a minha vida.
Não gosto de pessoas que falem nas minhas costas.
Não gosto de pessoas que deem palpites sobre a minha relação com o H.
Não gosto de pessoas que se tentem meter na minha relação com o H.
Não gosto de pessoas que se achem donas da razão.
Não gosto de pessoas que falem demasiado alto em locais públicos.
Não gosto de pessoas que sejam histéricas.
Não gosto de pessoas que sejam mal humoradas.
Não gosto de pessoas que precisem que os outros estejam mal para se sentirem bem.
Não gosto de pessoas que sejam falsos amigos.
Não gosto de pessoas que mentem.
Não gosto de pessoas que sejam falsas e manipuladoras.
Não gosto de pessoas que despertem o pior de mim.
Não gosto de pessoas que tenham duas caras.
Não gosto de pessoas que me tentem atingir.
Não gosto de pessoas que competem em tudo para serem os melhores.
Não gosto de pessoas que gostem de ser o centro das atenções.
Não gosto de pessoas que sejam arrogantes.
Não gosto de pessoas que se aproveitem dos outros.
Não gosto de pessoas que sejam cobardes.
Não gosto de pessoas que...
...
se encaixam nestas características e noutras tantas!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Trabalhos de grupo/pares

Como já tinha referido no blogue, ando a tirar uma formação em inglês e comunicação. Este primeiro módulo é de comunicação e, para não ser tão aborrecido, a formadora lembrou-se de o fazer mais interativo criando várias atividades lúdicas para que não estejamos quatro horas diárias a ouvi-la falar ou a escrever.

Assim sendo, há atividades e trabalhos que fazemos individualmente e outros que fazemos em pares ou grupos. Sempre que é algo ligado à criatividade, seja para desenhar ou para escrever uma espécie de guiões com a situação x ou y, indo de encontro à matéria, as pessoas com quem tenho feito esses trabalhos dizem sempre coisas como: Vá Green, tu é que és de Cinema, tu é que és a criativa, anda lá, solta lá ideias para fazeres o trabalho. Sim, leram bem, para fazeres o trabalho. Portanto, eu que o faça porque sou da área das artes e estudei cinema.

Epah, por muito boa vontade que eu tenha, nem todos os dias estou para aí virada e a criatividade não está sempre a 100%, ou seja, não temos ideias a todos os segundos só porque estudámos a área das artes, certo? Para algumas das minhas colegas não, quem é de artes tem de cagar (desculpem a expressão) ideias a torto e a direito.

E ontem fiquei danada, porque estive a manhã toda a preparar a explicação de Geometria Descritiva, que dá imenso trabalho e umas belas dores de cabeça, depois de almoço toma lá com formação até às 18h, e ainda tenho de fazer um trabalho de grupo sozinha. Fi-lo todo eu, inteirinho. Haja paciência!

Detesto situações destas, detesto pessoas que não lhes apetece fazer nada e se aproveitam assim dos outros e ficam ali à espera e a insistir no mesmo até eu me fartar e fazer o trabalho sozinha só para não as ouvir mais e não me chatear.

Já disse que detesto trabalhos de grupo/pares?!

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Estou sem palavras

Esta semana a minha box da MEO estragou-se e isso levou a que na quarta-feira ao almoço estivesse sem televisão e não tivesse visto as notícias. Por um lado ainda bem, pois infelizmente são mais do mesmo e cada situação mais estúpida e sem sentido do que a anterior. Vi ontem a notícia da rapariga que se fez explodir num apartamento em França, tinha a minha idade...

Além disto, e como se não fosse suficiente, ainda vi um vídeo com vários rapazes, jovens, que fazem parte desta (nem sei que nome lhe chamar), a falar de armas, morte e do deus deles que supostamente gosta tanto que eles matem os infiéis e afins (portanto, pessoas inocentes que não fizeram mal a ninguém). Falavam de armas com a mesma naturalidade com que eu falo do último casaco que comprei ou do café que bebi ontem naquela esplanada à beira mar. Arrepia a forma como falam, a expressão de felicidade estampada no rosto de cada um e só me fizeram lembrar crianças a fazer a lista para o pai natal, só que nessa lista constavam apenas armas e bombas para matar pessoas.

Não tenho palavras para descrever como me senti ao ver e ouvir tais notícias, fiquei de tal forma perturbada que ontem andei em modo zombie, só conseguia pensar nisso e em como é que alguém se sujeita a isto, como é que alguém com os seus 20's ou 30's ou que idade for, acha que isto é normal e correto, como é que é possível? Arrepia-me e mete-me realmente muita impressão ver estas coisas. Sei que não é apenas Paris, a França, que sofre com mortes estúpidas e injustas, mas estas situações estão a ser demasiado violentas e vividas perto de nós. E agora mais a questão do Mali... não há palavras.

Espero que o mundo volte a ser o local seguro e sossegado que outrora foi, não totalmente, mas mais do que é agora. Que as pessoas não vivam constantemente com medo e que consigam ter uma vida tranquila e dita normal, que estas mortes parem, pois não ajuda ninguém e não trás nada de bom. Como muita gente escreveu sobre este assunto, violência gera mais violência, e eu acrescento, e não leva a lado nenhum!