
Antes de mais, muito obrigado pelas palavras que me deixaram ontem, foi bom acordar, vir aqui, e lê-las.
Em relação ao que se passou, vou tentar resumir. Este ano e o ano passado fui apanhar fruta para uma tia e para o marido. Sempre correu tudo bem, andava eu e o meu irmão e ao final da semana recebíamos o dinheiro face ao que trabalhássemos.
Este ano levei uma amiga, porque o meu tio disse que sim senhor a queria lá, só que a fruta este ano está pequena e o pouco que cresceu foi tarde. O que é que acontece? fruta anda a dar prejuízo + feitio de merda que tem a minha tia = andar-mos os três a ouvir bocas o dia inteiro vindas da minha tia, a dizer que não sabemos fazer nada, que apanhamos mal a fruta, que partimos os pés das pêras, que isto, que aquilo, e que somos uns mimados porque vamos de férias para o Algarve, e porque ainda andamos a estudar, e na altura dela estudava-se até ao 6ºano e chegava bem, porque os nossos pais nos dão tudo, são ricos (em relação aos meus pais, não sei onde é que são ricos, mas gostava de saber). Ou seja, foram dois dias de inferno a ouvir a minha tia aos berros o dia inteiro a dizer coisas deste género, sim porque ela é uma pessoa cheia de stress e frustração, que a vida dela é aquilo desde que nasceu, e com certeza pensa que nós nascemos ensinados. E além de tudo isto, se não queria lá a minha amiga J, dizia simplesmente que não tinha possibilidades de lhe pagar a ela também, e a rapariga escusava de ter passado por isto.
Eu sei que são outros tempos, e que na altura dela se começava a apanhar fruta por volta dos 10 anos, que estudava pouco e que a vida era dura, e ela ainda diz que assim é que é bom, não se arrepende nada, porque aprendeu o que é a vida. Eu aceito toda esta forma de pensar, tudo isto e muito mais, mas caramba eu cá gosto de fazer bem o meu trabalho, e quando o patrão acha que eu não o estou a fazer bem, que me mande embora, não seria mais bonito? É que assim fomos nós que dissemos não vimos mais apanhar fruta. Teria sido tão mais correcto da parte deles dizerem que a fruta estava a dar pouco ou que nós não sabíamos fazer as coisas, e nós tínhamos vindo embora sem qualquer problema, e escusávamos de nos ter chateado e passado por isto.
Vá-se lá entender a minha tia... e em relação a esta experiência, aprendi bastante, vai-me servir para o futuro certamente.