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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Sobre a crueldade da vida

Há uns meses escrevia por aqui sobre o acidente que o meu primo A teve e que o deixou até hoje numa cama de hospital sem certeza se vai ficar bem ou não.
No passado domingo à noite, e passados quase 5 meses do acidente do A, na mesma zona e com uma diferença de apenas 2 quilómetros de distância, o irmão do meu tio J teve também um acidente, onde igualmente não foi culpado, e onde infelizmente morreu no local. Ambos os acidentes aconteceram no IC2 na zona de Rio Maior, onde a estrada está toda estragada e sem condições nenhumas para se circular.
Em ambos os acidentes, o excesso de velocidade e uma ultrapassagem seguida de despiste foi a causa. É revoltante quando se perde alguém próximo, mas quando perdemos desta forma é ainda pior e ainda mais difícil de aceitar.
Ninguém merece morrer assim ou ficar em estado vegetativo por causa de algo tão estúpido e injusto, ainda para mais quando não se tem culpa nenhuma do sucedido. É revoltante e não se consegue aceitar. E sabem que mais? O que mais a família quer é justiça, os irmãos queriam a prisão do assassino que matou o irmão, mas este morreu dois dias depois, o que para eles não foi punição, mas uma absolvição.
A todos os que já perderam alguém ou viram alguém de quem gostavam ficar mal numa qualquer estrada deste mundo por culpa de terceiros, um abraço apertado.

sábado, 1 de janeiro de 2011

1º dia...

O ano não começou da melhor forma, de maneira nenhuma, e portanto só espero que melhore!
Desejos para 2011, por agora, só mesmo que esta situação se resolva da melhor maneira possível. Provavelmente já estou, como costume, a sofrer por antecipação, mas a verdade é que estou a ver isto a correr mal, e provavelmente estou a ver-me a fazer e a dizer coisas que não quero e das quais me poderei arrepender muito no futuro, mas também não consigo deixar de pensar em mim, no meio da situação que se avizinha.
Mudando de assunto...

Um óptimo ano para vós, cheio de coisas boas :)

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

e foi isto

Antes de mais, muito obrigado pelas palavras que me deixaram ontem, foi bom acordar, vir aqui, e lê-las.
Em relação ao que se passou, vou tentar resumir. Este ano e o ano passado fui apanhar fruta para uma tia e para o marido. Sempre correu tudo bem, andava eu e o meu irmão e ao final da semana recebíamos o dinheiro face ao que trabalhássemos.
Este ano levei uma amiga, porque o meu tio disse que sim senhor a queria lá, só que a fruta este ano está pequena e o pouco que cresceu foi tarde. O que é que acontece? fruta anda a dar prejuízo + feitio de merda que tem a minha tia = andar-mos os três a ouvir bocas o dia inteiro vindas da minha tia, a dizer que não sabemos fazer nada, que apanhamos mal a fruta, que partimos os pés das pêras, que isto, que aquilo, e que somos uns mimados porque vamos de férias para o Algarve, e porque ainda andamos a estudar, e na altura dela estudava-se até ao 6ºano e chegava bem, porque os nossos pais nos dão tudo, são ricos (em relação aos meus pais, não sei onde é que são ricos, mas gostava de saber). Ou seja, foram dois dias de inferno a ouvir a minha tia aos berros o dia inteiro a dizer coisas deste género, sim porque ela é uma pessoa cheia de stress e frustração, que a vida dela é aquilo desde que nasceu, e com certeza pensa que nós nascemos ensinados. E além de tudo isto, se não queria lá a minha amiga J, dizia simplesmente que não tinha possibilidades de lhe pagar a ela também, e a rapariga escusava de ter passado por isto.
Eu sei que são outros tempos, e que na altura dela se começava a apanhar fruta por volta dos 10 anos, que estudava pouco e que a vida era dura, e ela ainda diz que assim é que é bom, não se arrepende nada, porque aprendeu o que é a vida. Eu aceito toda esta forma de pensar, tudo isto e muito mais, mas caramba eu cá gosto de fazer bem o meu trabalho, e quando o patrão acha que eu não o estou a fazer bem, que me mande embora, não seria mais bonito? É que assim fomos nós que dissemos não vimos mais apanhar fruta. Teria sido tão mais correcto da parte deles dizerem que a fruta estava a dar pouco ou que nós não sabíamos fazer as coisas, e nós tínhamos vindo embora sem qualquer problema, e escusávamos de nos ter chateado e passado por isto.
Vá-se lá entender a minha tia... e em relação a esta experiência, aprendi bastante, vai-me servir para o futuro certamente.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

cansada

Hoje estou tão cansada, tão irritada e tão desiludida, que nem sequer tenho cabeça para pensar em algo interessante para dizer aqui. Amanhã faço o meu resumo destes dois dias, que foram tudo menos bons!

domingo, 25 de julho de 2010

the end

E voltei do Porto com uma mão atrás e outra à frente, como diz o ditado. Estou desiludida, decepcionada, magoada, triste, com vontade de mandar tudo sei lá para onde, agarrar-me à minha mãe e chorar até não ter mais lágrimas.
Sei que podemos sempre ter esperança, mas esta acaba quando percebemos que a outra pessoa não só deixou de ter interesse em nós, como ainda conseguiu em apenas um mês arranjar uma amiga nova.
É que nem valeu a pena esforçar-me para demonstrar os meus sentimentos, o comportamento dele foi tão frio e tão distante que nem valia a pena sequer tentar. E quando chegou a parte de ir sair com ele e com os amigos, foi passar a noite a olhar para a televisão porque ele passou a noite agarrado ao telemóvel a trocar mensagens, e eu ali a olhar para ontem, porque tinha acabado de conhecer aquelas pessoas, e obviamente que não tinha qualquer tipo de confiança.
E lá estou eu novamente no fundo do poço, e sinceramente não sei se me quero esforçar para voltar a tentar sair de lá, é que a escalada é tão longa e dura, que provavelmente nem vale a pena.
Além disto tudo é o motivo pelo qual deixou de ter interesse, diz ele que encontrou muitas incompatibilidades entre nós no tempo que estivemos juntos, mas por outro lado, se ainda não tivesse terminado o ano lectivo, ou que fossemos da mesma zona do país, provavelmente continuávamos juntos.
WTF???? pergunto eu, que sentido tem isto? Nenhum!!
E o mais engraçado de tudo é que supostamente somos amigos, mas não nos vamos voltar a ver nem a falar, porque ele acha que assim é que é e como já arranjou nova conquista, já não precisa aqui da minha pessoa! E quem é a burra aqui? Eu mesma!
Aprende Leila, aprende! (que depois desta ainda virão mais umas quantas...)

quinta-feira, 25 de março de 2010

mais coisas minhas

Ando de tal forma necessitada de escrever aqui, que até eu própria acho estanho. Ando cheia de ansiedade e pensamentos confusos. A noite passada dormi mal como tudo, acordei de meia em meia hora a pensar nele, no tal perfeito e esbelto rapaz que me tem preenchido os pensamentos, mas que consegue, ao mesmo tempo, ser um "cuzão". (como diriam os brasileiros)
Isto é um contradição de tal ordem, que nem eu própria acredito que ela realmente exista. É tão simples como, ou gostas ou não gostas, decide-te rapariga!
Mas será assim tão fácil saber se gostamos? Será assim tão fácil ver alguma coisa concreta, no meio da tempestade? A meu ver não, de todo.
Penso e repenso em tudo o que se passou em 3 anos, e em tudo o que deixei por resolver, em tudo aquilo a que virei as costas e em tudo o que deixei em aberto. Não valeu de nada a pena, porque agora todas essas coisas permanecem no meu sítio, dentro de mim, na minha vida, e vou ter de as resolver, coisa que podia muito bem ter feito na altura certa.
Se querem um conselho, que dou a mim mesma, é o seguinte: Que se lixe! a vida segue, e eu vou seguir com ela, ao ritmo de uma boa música. Deixando para trás o passado e tudo o que lá se passou, pois deve ficar tudo bem guardado lá, no passado.
E por hoje fico por aqui, que como eu estou hoje, e da forma que as coisas estão baralhadas na minha cabeça, já nem sequer tenho a certeza do que estou para aqui a escrever.

quarta-feira, 24 de março de 2010

hoje

O dia acordou cinzento e chuvoso, tal como eu. Isto está a tornar-se estranho, visto ter sido uma mudança demasiado repentina na minha vida. Sinto-me com uma grande ressaca, como se fosse uma toxicodependente, e de um dia para o outro me tivessem tirado a droga.
Claro que há dias melhores que outros, há dias em que consigo sorrir, e há dias em que apenas me apetece chorar. Hoje foi um dia não...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

...

Estou a pensar seriamente em apagar o meu blogue, é que chegou a um ponto que deixou de ter piada, acabei por me fartar, mas há tantas pessoas aqui que fazem já parte de mim, que talvez por isso mesmo não o apague, mas vou remodelar, e talvez apague todos os posts que fiz até hoje, porque muitos deles já não significam nem fazem parte de mim.
Vou pensar bem...

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Dezembro

Para além do Natal e da Passagem de Ano, este mês de "férias de Natal", tem sido o mês dos "trabalhos de Natal". E cá ando eu, cheia de trabalhos à minha volta, e com confusões e problemas na minha cabeça, que só me fazem perder ainda mais a vontade de fazer os trabalhos, mas como o que tem de ser tem muita força, lá vou eu recomeçar os ditos trabalhos.
Tenho tido a cabeça bastante ocupada e pouco tempo para andar por aqui, por isso mesmo, lamento por não comentar nos vossos blogues à alguns dias.
Umas boas entradas para todos, e bom 2010.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Semana má

E parece que quando as coisas deveriam melhorar um bocadinho, só pioram. Falam em lei da vida e que temos de aceitar. Tudo bem, mas que não é fácil, lá isso não é. Semana triste esta, ainda por cima, o gelo que se faz sentir na rua, em nada é agradável. E agora devia estar a ver uns filmes relativos a um trabalho que tenho de apresentar amanhã, mas estar sentada na cama com o computador ao colo, a vaguear, sabe bem melhor.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Domingo

E a minha tarde de domingo foi passada assim, no funeral de um tio. É o que dá existirmos, acabamos sempre por ter dias maus e por perder as pessoas de quem mais gostamos. E depois é ver todas aquelas velhas, que andam sempre a dizer mal umas das outras, todas queridas, a chorarem, como se lhes fizesse muita diferença, e todas agarradas como grandes amigas. Haja gente falsa. Mas pior do que tudo isto, é ver a mulher do morto, por sinal minha tia, a chorar imenso, que coitadinha está muito mal e muito triste com a sua perda, e quando o estavam a enterrar, estar a convidar os "amigos" para ir jantar lá a casa: "ah mas vocês não vão já para Alcobaça, passem lá em casa e comemos qualquer coisa". Ora não era espetar-lhe um murro?
Isto sem falar que quando o meu tio ainda estava vivo, mas já estava acamado e por vezes alucinava - ele tinha cancro - quando nós o iamos visitar, perguntávamos pelo meu tio, como estava, se tinha mais dores, essas coisas, e a cabra só dizia "ah, então e eu? ando cheia de dores nas costas, e neste ombro? Nem vos conto". É preciso ter uma lata, mas uma senhora lata.
Isto tudo para dizer, que odeio funerais, principalmente por ver toda esta falsidade vir ao de cima, e por ver pessoas que vão para lá, para conviver com os outros, porque já não se viam há muito tempo. Que bonito...