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terça-feira, 7 de janeiro de 2020

2019 de A-Z

2019 não foi de todo um ano bom, não foi um ano 100% feliz nem foi um ano que deixa muitas saudades, claro que houve coisas boas e momentos muito agradáveis que vou guardar sempre comigo, mas infelizmente houve dois acontecimentos em particular que foram mesmo muito maus. Hoje resolvi fazer um 2019 de A-Z.

Amor: além de nem tudo ter sido bom, foi um ano cheio de amor e onde voltamos a aproximar-nos de algumas pessoas da família com quem não nos dávamos há anos, e isso tem de ser bom.

Banho: aquilo que não dispenso 365 dias por ano, e por vezes mais de uma vez por dia.

Crianças: são a faixa etária com quem trabalho diariamente, e sem dúvida que adoro.

Dormir: esta é das coisas que mais gozo me dá, chegar ao final de um dia e poder ir descansar.

Ele: pois de outra forma nem faria sentido.

Família: sem dúvida, a coisa mais importante da minha vida.

Gomas: continuam a ser o meu doce preferido.

Hamburgo: esta foi a primeira viagem do ano, logo em Janeiro, e além de muito frio foi ótimo passar um fim de semana diferente em família.

Itália: a viagem do ano e sem dúvida uma viagem que adorei e que voltava a fazer outra vez.

Jogos: em 2019 fiquei viciada naqueles jogos de decoração de casas, adoro!

Ler: neste departamento fui mesmo muito má, até tenho vergonha de dizer quantos livros li.

Morte: da tia E, uma pessoa muito querida e que deixou muitas saudades, sem dúvida.

Nápoles: sem dúvida a não repetir, uma experiência muito diferente, e fica por aí.

Pompeia: local muito giro, que não me importava de voltar.

Roma: a cidade fantástica pela qual me apaixonei o verão passado.

Sorrento: belas paisagens e sem dúvida que me deixou uma enorme vontade de fazer toda a costa.

Trabalho: algo pelo qual sou grata de ter tido e mais do que é costume, que continue assim.

Vida: nem sempre justa, e em 2019 foi mesmo terrível para o primo A, quando ele teve aquele maldito acidente que o deixou num estado que ninguém merece estar.

Zero: começar do zero em 2020.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Itália | último dia

Praça da República, Roma, Itália | Foto da minha autoria

O dia 4 de Setembro foi o último que passámos em Itália, fizemos a viagem de regresso a Roma, confesso-vos que foi um alívio sair de Nápoles, além do dia anterior ter sido positivo, a verdade é que queria mesmo voltar a Roma e mais ainda, voltar a casa. Fizemos a viagem de manhã, novamente pela Flixbus que recomendo, e chegámos a Roma pela hora do almoço. Fomos comprar comida e almoçámos na Praça da República, que tem uma escadaria bem grande e que deu para descansar as pernas e aproveitar a sombra. A tarde foi passada a comprar umas últimas lembranças e a ir para o aeroporto.

Aeroporto Leonardo da Vinci, Roma, Itália | Foto da minha autoria

Quando fomos para Itália aterrámos em Ciampino, um aeroporto super pequeno, mas quando voltámos para Portugal viemos pelo aeroporto Leonardo da Vinci ou Fiumicino, este é o aeroporto principal de Roma, gigante e com imensos locais onde fazer compras e passar algum tempo, e visto que o nosso voo atrasou mais de 1 hora devido a um problema no aeroporto de Lisboa, foi bom termos onde nos entreter.

Jantar no regresso a Portugal | Foto da minha autoria

A viagem de regresso correu bem, tirando o atraso claro, tivemos direito a um jantar bastante agradável e chegámos dentro do previsto no novo horário. Sem dúvida que Itália vai deixar saudades e espero conseguir voltar um dia, Roma ficou no meu coração. É um país que recomendo sem dúvida alguma, vale muito a pena visitarem e é ótimo para irem numa viagem a dois, Roma é mesmo uma cidade muito bonita e vale muito a pena o investimento. Num próximo post irei falar-vos sobre o que menos gostei por lá e algumas coisas que teria feito diferente e que teria em consideração se fosse agora lá, fiquem atentos.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Nápoles, Itália (Dia 3)

Depois do choque que foi o primeiro dia quando chegámos a Nápoles, e de termos fugido de comboio no segundo dia para outros destinos mais agradáveis à vista, eis que chegou o derradeiro dia em que tínhamos mesmo de dar uma oportunidade à cidade, pois ou era agora, ou já não era. 

Estátua de Neptuno e Câmara Municipal, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

Resolvemos no dia antes à noite procurar uma free tour (que de free nada tem, portanto se forem pela primeira vez levem dinheiro e trocado de preferência, pois no final toda a gente dá €10 ou €20 e eu mais o H só tínhamos uma nota de €50 porque achámos que free era de facto free, só que não!) e assim conhecermos os pontos mais turísticos da cidade. Foi inesperadamente uma manhã até agradável e sem dúvida que recomendo este tipo de tours, ficam logo com uma ideia geral da cidade e ouvem um pouco a história da mesma. A nossa tour começou na imagem acima, em frente à Câmara Municipal e à estátua de Neptuno sobre a qual a nossa guia nos recomendou a tirar uma foto, pois ela é mudada de sítios várias vezes. Daqui seguimos em direção ao mar e ao Castelo Nuovo.

Castelo Nuovo, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

Só vimos este castelo banhado pelo mar por fora, pois as free tours não entram em monumentos pagos e este durou 2 horas, por isso não havia muito tempo para grandes visitas, ainda assim mais uma vez era caro entrar para visitar. Daqui seguimos atrás da nossa guia que era super simpática e divertida, e fomos até Galeria Umberto I, e este foi provavelmente o monumento que mais gostei.

Galeria Umberto I, Nápoles, Itália | Fotos da minha autoria

Este foi o monumento mais bonito que vi, uma galeria com o telhado todo envidraçado, é gigante e imponente, dava para ficar ali a olhar para todos os pormenores durante horas, e mesmo assim acho que não conseguia ver tudo. Por esta altura fiquei a perceber que a cidade de Nápoles sofreu uma grande reestruturação e que Nápoles significa Novo, portanto, um nome muito pouco original, tal como a cidade em si, pois os monumento são quase todos cópias de outros monumentos que existem em algum lugar do mundo, é uma cidade que tem influência do mundo inteiro, esta galeria por exemplo é muito parecida com uma que existe em Milão. Daqui foi tempo de dar uma vista de olhos no Teatro San Carlo, que é de influência espanhola e que estava a ser remodelado, por isso não tirei fotos. Seguimos então até ao Palácio Real.

Palácio Real, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

E estávamos neste momento na Praça do Plebiscito onde de costas para o mar se encontra o Palácio Real, monumento de bastante beleza arquitetónica e que tem estátuas dos mais importantes chefes de estado de Nápoles ao longo de toda a fachada principal do edifício, sem dúvida que em termos arquitetónicos vale muito a pena ver. Em frente a este, temos uma monumento muito parecido com o Pantheon de Roma, pois como já vos disse, Nápoles quis sempre copiar outros monumentos de outras cidades importantes.

Praça do Plebiscito, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

E aqui está o Pahnteon de Nápoles, podem dizer que não tem nada a ver, e a verdade é que não é a mesma coisa nem perto, mas eles esforçaram-se e pelo menos têm uma praça bonita com um monumento que merece a visita, e que, como quase todos, serve de igreja. Daqui foi tempo de seguir pela Via Toledo.

Via Toledo, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

A Via Toledo é basicamente uma rua super movimentada onde existem muitas lojas de tudo e mais alguma coisa, eu diria que é a zona mais turística da cidade e também a mais movimentada. Segundo a nossa guia, era aqui que existiam frequentemente muitos assaltos quando esta rua era aberta aos carros, normalmente alguém roubava a mala, mochila, telemóvel, o que fosse, aos turistas, e fugia para o Quarteto Espanhol, que é como quem diz, a zona da máfia da cidade, e que comandou a cidade durante muitos anos. Há cerca de 10 anos atrás as coisas melhoraram muito, quando esta rua foi fechada ao transito e apenas se pode circular a pé. Daqui seguimos para a Praça del Gesú Nuovo.

Igreja del Gesús Nuovo, Nápoles, Itália | Fotos da minha autoria

Nesta praça havia uma igreja que mais parecia uma casa normal com uma parede atípica, a Igreja del Gesú Nuovo, tem um exterior curioso, há quem defenda que em cada quadradinho daquela parede estão símbolos que não significam nada, há quem defenda que são todos iguais, que são aleatórios, que é uma língua própria de quem a projetou, entre tantas outras suposições, mas a verdade é que não se sabe e fica a dúvida, no entanto, ainda que com um exterior atípico, o interior é realmente bonito de se ver e é gratuito. Por esta altura estávamos a terminar a nossa free tour. Caminhámos até à Praça San Domenico Maggione.

Praça San Domenico Maggiore, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

Por aqui terminou a nossa free tour e confesso que fiquei mais entusiasmada com a cidade e fiquei a perceber que esta cidade tem a zona rica, onde ficam os monumentos mais icónicos e onde os turistas andam mais, com lojas de marcas caras, casas mais arranjadas, ruas mais limpas e cuidadas, pessoas com aspeto mais normal, digamos assim. Sem dúvida que foi uma ótima ideia e ainda ficámos a saber que a pizza típica de Nápoles é a pizza frita, e claro que este foi o nosso almoço. Gostei, no entanto tem demasiada gordura e ainda assim não superou a pizza que comemos em pompeia no dia anterior.

Vista para o Quarteto Espanhol desde a Via Toledo, Nápoles Itália | Foto da minha autoria

Depois de almoço decidimos voltar a alguns locais onde já tínhamos estado e ver mais ao pormenor, depois disto rumámos à beira mar e passeámos por ali para aproveitar os últimos momentos nesta cidade tão controversa e que no final das contas não detestei, além de não ter morrido de amores nem sentir vontade em voltar. Ainda assim, valeu certamente pela experiência cultural e por esta vista fantástica.

Vista sobre o porto com o Vesúvio ao fundo, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Pompeia e Sorrento, Nápoles, Itália (Dia 2)

Ruínas de Pompeia, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

Depois do choque que foi o dia 1 em Nápoles, eis que decidimos fugir dali logo no dia a seguir, e a 2 de Setembro apanhámos o comboio e rumámos a Pompeia, e que bela decisão foi esta. Chegados a Pompeia encontramos logo um monte de pessoas a tentar vender bilhetes caríssimos para as ruínas, no entanto resolvemos dar uma volta a pé e ver só por fora da vedação, o que nos pareceu mais do que suficiente. Não digo que não seja interessante visitar tudo ao pormenor, e ver as pinturas rupestres, mas o bilhete é caríssimos e achámos que o Forum Romano fazia jus àquilo que são os monumentos romanos antigos, e por isso mesmo resolvemos não entrar, pois Itália é um país bastante caro e não dá para tudo.

Pizzas fantásticas da Le Delizie, Pompeia, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

Das ruínas seguimos para uma zona mais turística onde acabámos por almoçar as pizzas espetaculares na pizzaria Le Delizie que podem ver na imagem, foi a melhor refeição que comi nestes 8 dias em Itália. Eram mesmo muito boas e conseguimos comer por um preço bastante acessível, recomendo vivamente. Depois de almoço aproveitámos par comprar algumas recordações, voltámos a passar pelas ruínas e apanhámos novamente o comboio, mas desta vez para Sorrento.

Vista de Sorrento, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

Chegados a Sorrento e sabendo de antemão que esta é uma zona costeira, com muitos hotéis, resorts e praias privadas, a verdade é que valeu a pena só pela vista fantástica e foi uma lufada de ar fresco depois do choque que Nápoles nos tinha causado no dia anterior.

Praia privada em Sorrento, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

Este foi sem dúvida um dia super tranquilo e que nos revitalizou. Se tiverem oportunidade de ir, ainda que seja só uma visita breve, a vista vale muito a pena. Ao final do dia foi tempo de regressar a Nápoles e ao péssimo alojamento em que nos encontrávamos. Ainda assim, resolvemos dar outra oportunidade à cidade e o dia seguinte foi uma surpresa, mas terão de esperar para saber se foi boa ou má.

quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Nápoles, Itália (Dia 1)

Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

Partimos de Roma de autocarro, marcámos antecipadamente as viagens na Flixbus que recomendo, e partimos sem expetativas, sabia que Nápoles era uma cidade algo controversa mas fui sem expetativas de nada para não ter nenhuma desilusão. Chegámos a Nápoles no dia 1 de Setembro e, ainda dentro do autocarro, tive vontade de voltar para trás, mas porque acho que devemos dar sempre uma oportunidade, lá fomos nós à aventura. E que aventura!

Vista "Jardim" do nosso quarto no Fermata Sud | Foto da minha autoria

Saídos do autocarro decidimos colocar o GPS do telemóvel e ir até ao nosso alojamento. Lá andámos por ruas e ruelas e claro que o dito cujo nos mandou pelo caminho mais próximo e não demorou muito para entrarmos nas famosas ruas do Quarteirão Espanhol, ruas muito sujas, a cheirar mal e com pessoas de aspeto duvidoso, fiquei tão em estado de choque que segui em frente sem nunca olhar para trás e claro que não há fotos, só mesmo na minha cabeça traumatizada. Depois de muito andar, eis que chegámos ao dito alojamento que se o de Roma foi 5 estrelas, este foi um redondo ZERO! Podem ver aqui, Fermata Sud, nunca mais me vou esquecer do nome, uma casa velha, mal amanhada, onde não permitiam fumadores mas que cheirava imenso a tabaco (que bom!), a casa de banho privativa era fora do quarto (iupi), a vista jardim da varanda do quarto era na verdade uma vista mato da janela com corrimão do quarto, e tudo me pareceu tão nojento que fiquei uma boa meia hora em pé a olhar para tudo aquilo e a desejar voltar para Roma num estalar de dedos.

Castelo do Ovo, Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

Posso dizer-vos que depois disto, nem me lembrei que não tínhamos almoçado e eram cerca das 16h00 quando finalmente metemos alguma coisa no estômago, visto que como era domingo estava quase tudo fechado, inclusive quem recolhe o lixo, pois aquela cidade é um aterro sanitário autêntico. Depois do almoço caríssimo numa cadeia de fast food, o H queria ir ver o mar pois Nápoles é uma cidade costeira e lá seguimos nós sem qualquer indicações, a direção que nos pareceu correta, a cerca altura e nada de mar à vista, começámos a ver além de lixo montes de seringas usadas no chão, pouco mais à frente um acampamento de sem abrigos, e resolvemos voltar para trás. Aqui sim, tive realmente medo pela primeira vez nesta viagem.

Porto de Nápoles, Itália | Foto da minha autoria

Voltar para trás foi a nossa melhor decisão, daqui começámos a encontrar turistas pelas primeira vez nesse dia, monumentos algo interessantes e finalmente demos de caras com o mar. Como por esta altura já era o final de tarde e eu estava tão aterrorizada que não queria nem por nada andar naquela cidade à noite, comprámos algo para comer num supermercado e seguimos para o nosso alojamento onde o wi-fi raramente funcionava e a rede de telemóvel também era uma anedota. Lá consegui adormecer e no dia seguinte a aventura foi bem diferente.

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Roma, Itália (dia 4)

Várias igrejas de Roma | Fotos da minha autoria

No quarto e último dia em Roma, decidimos ir um pouco sem destino, saímos de casa com o mapa na mão e fomos em direção às Termas de Caracalla, pelo caminho encontrámos imensas igrejas que vimos apenas por fora, igrejas mais pequenas mas com uma arquitetura impecável.

Termas de Caracalla, Roma | Foto da minha autoria

Daqui seguimos caminho com o objetivo de ir até ao Circo Máximo, que fica logo ao lado do Forum Romano, como é um local que se vê bem por fora da vedação, demos a volta a pé e seguimos caminho em direção à famosa Boca da Verdade.

Circo Máximo, Roma | Foto da minha autoria

A Boca da Verdade é uma estátua de pedra que é famosa por comer as mãos a quem as coloca dentro da sua boca, claro que é apenas um mito, o que não é mito é a fila gigante para ir lá tirar uma fotografia com a mão dentro da estátua, o que achámos absurdo e acabámos por não entrar. Nesta altura aproveitámos para descansar um pouco as pernas e comer qualquer coisa, o calor era imenso e ainda existiam alguns locais que queríamos conhecer, por isso, foi tempo de dar corda aos sapatos e fomos até à Ilha de Tiberina.

Boca da verdade, Roma | Foto da minha autoria
A Ilha Tiberina é super pequena e fica por cima do rio, tem pouquíssima coisa para ver, no entanto achei piada ao facto de existir uma ilha mini dentro da cidade grande, onde passa o rio, e onde as pessoas são mais calmas, até porque não têm muito por onde ser apressadas. Vimos alguns vendedores de rua e a igreja da imagem a baixo, que não faço ideia como se chama.

Igreja da Ilha Tiberina, Roma | Foto da minha autoria

Daqui seguimos para um local que eu tinha imensa curiosidade em visitar, Trastevere, onde passeámos pelas ruas onde as casas estão cobertas de verde, são trepadeiras que tapam as paredes das casas e temos imensas ruas assim por lá, é um local bonito, pitoresco e fresco, o que é ótimo. Acabámos por almoçar por lá umas pastas fantásticas e deu também para descansarmos um pouco.

Trastevere, Roma | Foto da minha autoria

Depois de um almoço delicioso e de algum descanso, seguimos com o objetivo de ir até à Villa Borghese e também de voltarmos a alguns dos monumentos que nos ficaram na memória. Como o Panteão, a Fontana di Trevi e a Praça de Espanha. Só tive pena de não voltar ao Coliseu, mas sem dúvida que jamais esquecerei a sensação que senti quando o vi pela primeira vez depois de uma longa caminhada. Só por isso, vale a pena.

Villa Borghese, Roma | Foto da minha autoria

Depois de 4 dias fantásticos em Roma, que adorei e voltaria a repetir no futuro se fosse possível, a viagem por aqui terminou e no dia seguinte embarcaríamos numa nova aventura, rumo a um novo destino. Querem saber qual foi? Então não percam o próximo post.

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Roma, Itália (dia 3)

Maqueta do Coliseu no interior, Roma | Foto da minha autoria

No terceiro dia por Roma, foi o dia em que decidimos ir fazer uma visita àquele que é o monumento, claro está, foi o dia em que fomos visitar o Coliseu. Tinham-me dito que era melhor comprar os bilhetes pela internet para evitar as filas gigantes e preços mais caros, mas acontece que depois de analisarmos a situação, resolvemos acordar cedo e comprar o bilhete mesmo dentro do Coliseu. Além de não termos apanhado nenhuma fila gigante, se estivemos 15/20 minutos na fila foi muito, com a vantagem que estávamos dentro do Coliseu na fila, e pudemos ir observando o interior, e além disso pagámos €12 cada um para visitar o Coliseu, o Forum Romano e o Monte Palatino, e na internet o mais barato que encontrámos foram €15, logo, valeu bem a espera.

Interior da arena do Coliseu, Roma | Foto da minha autoria
O Coliseu é realmente enorme e demasiado alto, é impressionante como é que foram pessoas como nós que o construíram, como é que ainda está de pé depois de tantos anos, e sim eu sei que não está todo, mas ainda assim, é impressionante o estado de conservação. Dentro do monumento podemos ler muitas curiosidades sobre o mesmo, tal como as alterações que sofreu ao longo dos anos, o Coliseu começou por ser uma arena onde homens lutavam até à morte para entretenimento dos presentes, animais lutaram por lá também, chegou a estar abandonado e a cair, o que até custa a acreditar, também foi um jardim botânico, o que é estranho só de imaginar. Para além das muitas histórias sobre a vida deste monumento, podemos ver também muitas coisas encontradas nas escavações, como dinheiro, ferramentas, pedras, existem ainda assentos de personalidades importantes como imperadores. Sem dúvida que é um ponto de visita obrigatória e que têm mesmo de ver ao pormenor se forem a Roma, nós passámos lá toda a manhã e adorámos. Só não deu para ver o piso subterrâneo, pois está neste momento a ser recuperado.

Visto do Forum Romano, Monte Palatino, Roma | Foto da minha autoria
Depois de um almoço tipicamente italiano com pizza e pastas como não podia deixar de ser, eis que recuperámos forças e fomos ver o Forum Romano e o Monte Palatino, que basicamente o Forum fica no Monte, portanto, vemos os dois ao mesmo tempo. Passámos a tarde toda por aqui, o Forum Romano é uma cidade antiga onde ainda estão de pé vestígios do que foi outrora esta cidade, é sem dúvida algo muito interessante de ver, principalmente a nível histórico e arquitetónico. Depois de vermos o Forum subimos o Monte Palatino, felizmente com muitas zonas verdes que nos valeram pela vida, e onde tivemos a vista privilegiada da foto acima, sobre o Forum Romano. Uma visita a não perder, e este foi um dia que valeu cada passo dado. Por esta altura, estava simplesmente apaixonada por Roma. Fiquem por aí para saberem o que nos reservou o dia 4.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Roma, Itália (dia 2)

Exterior da Basílica de S. Pedro, Vaticano | Foto da minha autoria

No segundo dia por terras italianas, acordámos bem cedo e fomos de metro até ao Vaticano, não tínhamos comprado bilhetes com antecedência e resolvemos ir à descoberta sem grandes planos. Assim que saímos do metro, fomos logos abordados por várias pessoas a querer vender bilhetes caríssimos para vermos toda a cidade do Vaticano (que está dentro de uma muralha) e o mais barato que nos apresentaram foram cerca de €40 a cada um, portanto, um pequeno balúrdio, e ainda nos mentiram dizendo que não podíamos entrar na praça de S. Pedro e ver a basílica por fora sem bilhete, tudo treta! Podem sim visitar a praça de S. Pedro e ver a basílica por fora sem pagar nada, e foi isso que fizemos, se forem lá aceitem um conselho, se quiserem ver tudo por dentro, comprem online que é mais barato, se quiserem fazer como nós e ver apenas por fora, é gratuito e qualquer pessoa pode ir, para não vos chatearem, digam que já viram ou que já têm bilhetes, é o melhor, não caiam no nosso erro de dizer que ainda não sabem bem como irão fazer e que não planearam nada.

Vista para a Basílica de São Pedro, Vaticano | Foto da minha autoria

Depois de apreciarmos a beleza arquitetónica deste local, e acredito que o interior também valha muito a pena mas preferimos não entrar e visitar outros locais que não queríamos perder de todo, além de que Itália é um país caro. Visto o Vaticano, decidimos dar uma volta pelas redondezas e ver os pontos mais importantes, com o mapa na mão seguimos rumo ao Castelo Sant'Angelo, que fica bastante perto da praça de S. Pedro e que é um castelo atípico por ser redondo.

Vista exterior do Castelo de Sant'Angelo | Foto da minha autoria

Já me tinham aconselhado a visitar este castelo pela questão arquitetónica e de facto vale a pena, nunca tinha visto um castelo redondo e achei-o realmente bonito, vimos por fora, tanto de longe como ao perto, e vimos também por dentro mas só mesmo a parte da entrada, e sem dúvida que vale a pena, mas não foi o que mais gostei por aqui. Por este altura já tínhamos feito alguns quilómetros a pé e decidimos que era uma boa altura para almoçar e resolvemos fazê-lo nesta zona numa rolote de rua onde comemos bom e barato, sem dúvida dos melhores locais. Durante o almoço tivemos viste privilegiada para...

Palácio da Justiça, Roma | Foto da minha autoria

o Palácio da Justiça. Encontrámos uns bancos à sombra e não pensámos duas vezes. A sombra, uma vista fantástica com o palácio à frente e o rio atrás de nós, uma feira de rua super interessante e um almoço deliciosa, estávamos nas nossas sete quintas, principalmente com o descanso que demos aos pés e às pernas. Depois do almoço e com as energias recarregadas, resolvemos seguir caminho e a nossa próxima paragem foi na Praça Navona.

Praça Navona, Roma | Foto da minha autoria

Andávamos à procura de outra coisa quando nos deparámos com esta praça que estava cheia de pessoas a comer nos cafés e restaurantes que há em volta, estava lá tanta gente que foi impossível tirar uma foto à praça toda, mas esta fonte consegui registar e sem dúvida que estas esculturas são de rara beleza e valeu a pena a nossa passagem, ainda que sem querer, por esta praça, que, deixem que vos diga, é coisa que não falta em Roma, há milhentas praças.

Panteão, Roma | Foto da minha autoria

Depois de andar mais um pouco, de passarmos em muitas ruelas apertadas, de virarmos vezes sem conta à direita e à esquerda, eis que finalmente chegámos àquele que era o nosso objetivo, o Panteão. Só tem uma coisa negativa, a praça onde se encontra é super pequena e dá a sensação de estar apertado no meio de um monte de prédios, o que é uma pena, no entanto, UAU! Tal como o coliseu, deixou-me de boca aberta, adorei, este dia valeu só por isto, já para não falar que a entrada é gratuita e o interior é tão bom ou melhor que o exterior, mas isso fica para outro dia, pois este foi um dos locais onde voltámos mais tarde.

Monumento a Vítor Emanuel II, Roma | Foto da minha autoria

Depois do deslumbramento que foi a visita ao Panteão e com a certeza de que iria lá voltar, seguimos rumo ao Monumento a Vítor Emanuel II, um edifício de grande beleza e onde decidimos entrar para ver e aproveitar o facto de ser muito fresco lá dentro para descansarmos dos cerca de 40ºC que se faziam sentir lá fora. É enorme, não vimos tudo ao pormenor, mas ficámos a saber que Vítor Emanuel II foi rei de Itália, e no interior do monumento pudemos ver algumas curiosidades sobre os reis e outros governantes italianos, tal como as guerras onde lutaram e também o túmulo do soldado desconhecido, idêntico ao que pudemos ver em Mafra. Uma visita muito interessante e gratuita, o que por lá é raro.

Fontana di Trevi, Roma | Foto da minha autoria

É impossível tirar uma boa foto a esta fonte, tal como é impossível conseguir vê-la toda ao mesmo tempo, isto porque a quantidade de pessoas que está ali ao monte é inimaginável, principalmente num espaço tão pequeno e apertado como este. Se achei o Panteão super apertado pelos prédios em volta, esta então foi o cúmulo. Não entendo porque é que não mudam a fonte de sítio (sim, é possível) ou porque é que não derrubam alguns dos prédios em volta (como em Barcelona por causa da Sagrada Família), para que este monumento seja contemplado da forma que merece. É a fonte mais bonita de Roma, sem dúvida, e é o monumento que está mais mal rodeado e que tem menos espaço em volta, desiludiu-me muito esta questão.

Praça de Espanha com a sua fonte e a sua escadaria até à Igreja Trinità dei Monti, Roma | Foto da minha autoria

Da Fontana di Treve seguimos em direção à Praça de Espanha e à sua famosa escadaria que também já estava nos nossos planos. Em Roma existem imensas fontes de água potável onde podemos beber, refrescar-nos e encher as nossas garrafas, o que é simplesmente fantástico, e aqui na fonte da Praça de Espanha podemos também fazer isso, tal como nos podemos sentar a descansar enquanto contemplamos a sua escadaria e a Igreja Trinità dei Monti. É sem dúvida um local a visitar.

Vista da cidade de Roma a partir da Trinità dei Monti, Roma | Foto da minha autoria

Depois de subirmos a escadaria toda da Praça de Espanha, fomos ter à Trinità dei Monti, que é um monte com jardins, um espaço verde muito agradável onde pudemos sentar-nos um bom bocado e descansar, e o nosso segundo dia terminou com mais de 15 quilómetros nas pernas e esta vista fantástica sobre Roma, que valeu cada passada dada. Fiquem por aí para saberem o que nos reservou o terceiro dia.

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Roma, Itália (dia 1)

Coliseu de Roma - Foto da minha autoria
Já há muitos anos que Itália estava na lista de locais que eu adoraria visitar, e este ano foi o ano. No final de Agosto eu e o H fomos até Itália e por lá passámos cerca de uma semana. A primeira cidade escolhida foi Roma, como não podia deixar de ser, passámos lá 4 dias fantásticos e adorei quase tudo na cidade.

Chegámos no dia 28 de Agosto pela hora de almoço ao aeroporto Ciampino, com antecedência já tínhamos comprado bilhetes de autocarro para ir de lá até ao centro da cidade, mas como o voo chegou mais cedo que o previsto, acabámos por almoçar no aeroporto, sobre um calor incrível, e rapidamente chegou a hora de irmos até ao centro da cidade.

As viagens foram bastante cansativas, mas finalmente chegámos ao alojamento que, superou as expetativas, não só o espaço, como o pequeno almoço maravilhoso, sem dúvida que foi uma ótima escolha e que recomendo o B&B Il Maritozzo, não é no centro da cidade e da confusão, o que é ótimo porque dá para descansar bem, tem metro muito perto mas também dá para fazer tudo a pé, que foi o que optámos por fazer maioritariamente.

Depois de meio dia em viagens e de termos acordado bastante cedo, o cansaço era já algum e o sono também, mas decidimos sair para ir jantar e ver algo nos arredores. Depois de jantar, eu estava em pulgas para ver o coliseu, era quase como se não visse não acreditava que estava realmente em Roma. Como ainda era cedo, resolvemos ir a pé até ao coliseu e valeu toda a caminhada por aquela vista fantástica sobre aquele monumento icónico e imponente. Era oficial, estava em Roma!

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Quando acordamos com notícias destas...

Imagem retirada daqui.
Hoje de manhã quando acordei passei pelas redes sociais e deparei-me com esta triste notícia que está um pouco por toda a internet (pode ler-se aqui ou aqui.).

Morreu José Luís Carvalhosa, para muitos de vós não será ninguém para além de um senhor já com alguma idade, para mim é um professor que sempre foi próximo aos seus alunos, sabia ensinar como poucos e cativar os alunos para a sua arte. Era professor de fotografia e acompanhou-me ao longo da minha licenciatura e mestrado. Foi ele que me arranjou local para estagiar, e foi graças a ele que consegui terminar o mestrado. Era uma pessoa bastante alegre e com quem dava gosto conversar, quem dava gosto ouvir, pois a cada frase certamente que ficávamos mais ricos e mais cultos.

Para quem não o conheceu, nem imaginam a pouca sorte que tiveram. Até sempre mestre Carvalhosa, certamente que nunca será esquecido por ninguém com quem se cruzou.

terça-feira, 27 de março de 2012

Simplicidade



Sempre gostei da simplicidade, e mais, sempre fui uma pessoa bastante simples, o que não quer dizer que seja fútil ou que não tenha ideias bem formuladas daquilo que gosto e quero.
Fui sempre do género de pessoa que prefere calar e observar os que me rodeiam, em vez de ser a espalhafatosa que dá nas vistas sempre que está em algum local público. E a verdade é que ser a observadora é algo espetacular, é que as pessoas fazem com cada figura para ficarem bem na fotografia.
Nunca fui de deixar que me rebaixassem, mas sempre adorei uma coisa (e vá, podem chamar-me de má pessoa), que é aquelas situações em que temos uma pessoa que acha que sabe tudo e tem a mania que é a melhor da aldeia dela, e pensa que nos está a deixar sem jeito, envergonhados, rebaixados, e uma infinidade de coisas que nos podem deixar desconfortáveis.
A situação mais comum que se passou comigo tem a ver com a questão da perda da virgindade. A verdade é que só existem duas pessoas neste mundo que sabem quando e com quem foi, eu e a pessoa em questão, claro.
Podem achar isto estúpido, mas a verdade é que me cruzei com o tipo de pessoa que me dizia coisas como tu ainda és virgem, vê-se logo. Eu fazia sempre cara séria ou ria-me, porque adorava o facto de a pessoa ter tanta certeza, e afirmar a pés juntos que assim era. Nunca dei certezas a ninguém mas adorava a forma como algumas pessoas se vangloriavam porque já tinham feito isto e aquilo, e já tinham estado com não sei quantos espécimes do sexo oposto, e eu supostamente nem sequer sabia o que isso era. Ri-me tanto, mas tanto [sozinha] nessas alturas.
Belas recordações e gargalhadas me proporcionam [ainda] os tempos de universidade. E agora consigo perceber o quanto cresci e o quanto evolui. Sabe bem ver a diferença e saber que é algo tão positivo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

passou-me

Estive agora a ver as fotos do facebook do meu ex, com a nova namorada, e simplesmente passou-me ao lado... ( o que é óptimo)
Enquanto via aquelas fotos, lembrei-me de certas coisas e de certos momentos que passamos, e do erro que foi começar aquele namoro. Só nos conhecíamos há 3 meses e começámos logo a namorar, ou seja, não nos conhecíamos de lado nenhum, a diferença de idade era grande e os gostos eram mesmo muito diferentes, mas com tanta pressa nem deu para pensar nisso. Ainda assim, foi uma relação de quase 3 anos, sem interrupções, que se foi aguentando, e não vivendo, foi-se suportando e sobrevivendo às discussões diárias, às zangas, aos opostos, e afins. Ou seja, foi algo que acabou tarde e nunca devia sequer ter começado.
Eu sei que se costuma dizer que vale sempre pelo que aprendemos, mas será que tanto tempo perdido e tão pouco aprendido, vale 3 anos da nosso vida desperdiçados? Sinceramente, não me parece.
Eu hoje sou diferente, mudei, penso de forma diferente e tenho calma, coisa que na altura não tive, e honestamente se existir uma pessoa certa para mim, e que a espera ainda seja longa, eu terei todo o gosto em esperar pelo dia em que essa espera seja cessada pela chegada do tão desejado ser que irá ser a dia alma gémea.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

recordações

Hoje deu-me para actualizar os números de telefone que tenho no meu telemóvel, isto porque eu nesse sentido sou muito cuidadosa, e tenho sempre tudo assente em papel.

Haviam tantos números de tantas pessoas que até me custou a lembrar quem eram, por já não as ver à anos! É impressionante a quantidade de números de telemóvel que acomulamos ao longo da vida, muitas vezes de pessoas que eram apenas conhecidos. Com os meus 12/13 anos, foi quando eu e os meus colegas começamos a ter telemóvel, era moda pedir o número a toda a gente, fosse essa pessoa um amigo próximo e de longa data ou fosse apenas um conhecido, amigo de amigo, etc.
Dei comigo a apagar números de pessoas cuja minha relação com elas tinha sido apenas um olá, tudo bem? Penso agora que aquilo não me servia de nada, e tinha ainda os números daqueles rapazes que nessa altura achava giros, e que eram amigos de amigas, ou que eram daqueles que faziam com que as raparigas quase brigassem a ver quem é que conseguia o número primeiro.
Belos tempos, belas brincadeira, ser criança/adolescente é fantástico. Ficam cá as boas recordações e as boas pessoas que ainda se mantêm como os bons amigos :)

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

quase tudo

Hoje deu-me para limpar o meu quarto, não apenas do pó que se foi acumulando, mas também de coisas que me faziam lembrar pessoas que já não interessam, e então seguiram todas direitinhas ao contentor mais próximo. Ainda assim, fica a faltar-me dar a volta às portas de cima do roupeiro, que é aquele lugar do meu quarto para onde normalmente atiro as coisas que não quero. Creio que no dia em que abrir aquelas portas, muita coisa me vai cair em cima.
Entre muitas coisas que encontrei, deparei-me com desenhos que fiz na minha adolescência, e estão todos tão queridos que não resisti a colá-los no interior da porta do meu roupeiro, para que me possa recordar sempre daqueles tempos, que também eles foram bons e felizes.
Faz bem recordar, há quem diga até que é viver, e faz ainda melhor pôr para trás das costas coisas e pessoas que nos fizeram sofrer, e por mais que pense que ficou muita coisa por dizer, ás vezes mais vale ficar sossegada e caladinha. Acho que ganho mais com isso...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

música

Estava para aqui a navegar pela internet fora, enquanto ia ouvindo músicas aleatoriamente no media player, e dou por mim a pensar, no quão importante, tão bela e complexa arte, é na minha vida (ainda por cima, querendo eu ser sonoplasta, ou coisa que o valha). Pus-me a ouvir músicas que já não ouvia há muito tempo, que fizeram parte da minha adolescência, e que na altura tinham um peso muito importante para aquilo que eu era, tal como para o que eu fazia e a forma como levava a minha vida. Há bandas que deixei de ouvir, porque enjoei de estar constantemente a fazer (re) play. Agora, passados uns bons anos, e tendo eu evoluído e crescido, ouvir estas melodias faz-me lembrar aquilo que eu era, e mais, que era feliz assim. Não que hoje em dia não o seja, mas na altura tinha um objectivo, gostava de estudar, queria fazê-lo, gostava da escola, dos colegas, dos professores, dos amigos, dos conhecidos... adorava vaguear pelos corredores, e acenar a grande parte das pessoas por quem passava, afinal, muitas daquelas pessoas tinham um valor importante na minha vida, e havia um propósito para que fizessem parte da mesma.
Há músicas que também me fazem lembrar os amores passados, da adolescência, aos quais não dei qualquer importância, porque achava-me capaz de viver sem outra pessoa para o resto da vida, o que interessava era eu, os meus amigos e a minha família. Além de agora saber que não é bem assim, é que sem essa pessoa especial, a felicidade não faz sentido, - como diria alguém um destes dias "a felicidade só faz sentido, quando partilhada" - e é uma completa verdade, além de neste momento me parecer escassa e distante, tal como a confiança, mas sei que existe, e há-de voltar.
De todas as músicas que tenho estado a ouvir, destacam-se os meus queridos Linkin Park, queridos da altura claro, de quando andava no secundário, visto que agora pouco lhes ligo, e que me têm feito recordar muitos momentos, locais, situações, pessoas, e a saudade bate à porta cada vez com mais força, e creio que não tarda a chegar até mim, e a preencher o meu pequeno coração. Mas sabe bem, recordar, sentir saudades, reviver (em pensamentos), estes pequenos momentos que mostram muito bem quem sou, e quem são as pessoas importantes na minha vida.
Esqueci-me de mencionar, que o meu elemento preferido da banda, era o Mike Shinoda, eu adorava-o completamente, e achava-o o máximo, agora acho-o só mais um gajo qualquer, que pertence a uma banda qualquer, mas... na altura tinha muita importância, tal como as músicas, as letras, a batida, tudo se misturava num turbilhão de emoções, que eu agradecia por conseguir sentir.
Para finalizar o post, e porque já está um tanto ao quanto grande, deixo aqui uma das músicas deles, que mais me marcou na altura, e cuja letra eu sabia de trás para a frente, cantava isto por todo o lado, e adorava. Belos tempos :)