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domingo, 28 de outubro de 2012

Do meu sábado

Ontem a minha pequena Alice fez 1 aninho! Está tão traquinas que não têm noção. Já cresceu bastante, além de ser de raça pequena, mas está mais comprida e mais bonita. É tão bom quando temos gosto pelos nossos animais de estimação, e quando eles nos fazem esboçar um sorriso.

O meu final de dia ontem foi no mínimo imprevisível. Saí de casa por volta das 18h para ir até ao centro comercial mais próximo, pois queria comprar umas coisas que me andavam a fazer falta e não resisti e trouxe estas ovelhas fofinhas comigo também. A caminho do tal centro comercial o meu carro parou, e logo depois de um cruzamento e de uma curva fechada. Não sabia o que tinha nem sabia muito bem o que fazer. Toca de ligar para o meu pai para ir em meu auxílio e disse-lhe que devia ser bateria e falta de gasolina (o carro parou a uns 50 metros de uma bomba). Depois de quatro pessoas terem parado a oferecer ajuda, lá apareceu o meu pai, empurrámos o carro até às bombas, e como ainda assim não pegava, o rapaz das bombas lá me pôs o carro a trabalhar com os cabos de bateria.

Problema do carro resolvido, por agora, passamos então para a noite.

Tinha combinado ir sair com uma pessoa, mas como essa pessoa tinha um aniversário, já saí de casa por volta das 23h30. Lá íamos os dois estrada fora sem destino certo, quando nos deparamos com uma operação STOP. Foi a segunda vez que me aconteceu, mas a primeira que soprei no balão, e agora posso dizer que não hei-de morrer burra e que soprar no balão não é nada de mais, além de algumas pessoas dizerem que é impossível soprar naquilo, wrong.

Passado isto, e depois de uma noite muito agradável que durou até às 4h da manhã, eis que a noite termina com um diálogo muito parecido ao da imagem. E lá estou eu novamente sem saber o que fazer...

terça-feira, 5 de outubro de 2010

hoje

Hoje acho que me apaixonei, por alguém que conheço há já algum tempo, que tem namorada, e que nem sequer acho muito giro.
Não sei lidar com isto, aliás, nunca soube. Não sei como é que dizemos a uma pessoa que gostamos dela, como é que damos o primeiro passo, como é que metemos conversa pela primeira vez, se existem sinais, truques, sei lá . . .
Estou muito confusa, e este sentimento não faz sentido. Talvez seja devido a toda a ansiedade que sinto em relação ao dia de amanhã.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

o tempo

Vai ser especial e vou simplesmente derreter-me toda nesse dia. Cá te espero, vê lá é se vens o mais depressa possível e se acertas de vez na pessoa certa, que supostamente serei eu. É que eu gosto pouco de esperar, principalmente quando se marca alguma coisa, e a outra pessoa nem aparece nem diz nada.

Ei! Estou mesmo à tua espera, bem aqui, e vou esperar
O tempo que for preciso,
O tempo que tu quiseres que eu espere,
O tempo que seja necessário,
O tempo necessário para que aconteça,
O tempo suficiente para eu crescer,
O tempo suficiente para eu aprender,
O tempo suficiente para eu viver,
O tempo suficiente para eu sentir . . .
. . . e ter a certeza!
Não te esqueças do nosso encontro, eu não vou esquecer, e quero ir de vestido, suave e solta, bonita e a sorrir verdadeiramente. Não te esqueças desse dia, pois eu não vou esquecer e não terás uma segunda oportunidade!

domingo, 12 de setembro de 2010

e mais de mim

É certo que nenhum de vós que aqui passa me conhece realmente, aliás, como eu já partilhei convosco num texto anterior, na minha opinião ninguém conhece realmente ninguém.
Por esta razão, porque gosto de escrever sobre mim, falar não, resolvi fazer este texto onde falo sobre quem sou, na minha perspectiva.
Sou uma rapariga com os seus 21 anos, que nasceu no melhor mês do ano Novembro, e num dia que não podia deixar de ser um número ímpar, 27. Sou uma rapariga normal, magra, não muito alta, cabelo castanho encaracolado, olhos esverdeados, e dizem que tenho a testa grande.
Tenho um irmão com 14 anos, que adoro e que sem ele a vida não teria a menor piada. Temos os nossos momentos de afecto mais violento, mas a verdade é que o adoro e que no meu irmão ninguém toca, nem por cima do meu cadáver. Sou uma irmã galinha sim, e depois?!
Sempre fui uma aluna dedicada, mas a falta de maturidade que tinha no meu 10ºano, fez com que não conseguisse entrar no curso que realmente queria, Arquitectura. Eu sei que podia ter tentado depois, e que se fosse realmente o que queria devia ter lutado por isso, mas a verdade é que gostei do meu curso, e continuo a gostar, e por isso mesmo o meu objectivo mais alto de vida neste momento é fazer um(a): Doutoramento/Especialização em Engenharia do Som.
Sou pessoa de falar muito, mas consigo ser também um verdadeiro túmulo e estar uma noite inteira quase sem falar, isto porque sou adepta da máxima que diz quando não se tem nada de jeito para dizer...
Não sou uma pessoa sensível, não choro, dificilmente sorrio verdadeiramente, aquele sorriso sincero e meigo, não gosto de mentir para fazer alguém se sentir melhor, mas também não sou uma pessoa incessível. Gosto de sopa, gosto de comida japonesa, gosto de pessoas que cheiram bem... não gosto do meu mau feitio, porque por vezes faço-me parecer arrogante, mas a verdade é que também tenho os meus momentos de glória, em que tenho a mania que sou grande e a maior da minha aldeia.
Sou muito teimosa, e sou capaz de ir até às última consequências quando acho que tenho razão, mesmo que muita gente me diga que não é bem assim. Entre muitos outros defeitos que tenho, acho que o maior é mesmo a ansiedade, é que não a consigo controlar, e por vezes dá-me cabo dos nervos.
Se me dissessem para escolher uma coisa que eu tivesse de fazer todos os dias, para o resto da vida, eu escolhia nadar. Adoro nadar, quando tenho problemas ajuda-me a lavar as ideia, só porque sim, em treino, em competição, por desporto, com amigos, sozinha, para relaxar, para exercitar corpo e alma, para tudo.
Basicamente, sou uma pessoa normal, que por vezes é demasiado fria e distante, e isso afasta as pessoas, mas não somos todos solitários? Só que nem todos nós deixamos que essa faceta transpareça verdadeiramente para os outros, ou cá não só deixo, como simplesmente não consigo evitar.
E agora há uma coisa que quero pedir:
Ansiedade, e que tal ires dar uma volta? Eu agradecia imenso!
E desvendo aqui um pequeno segredo... adoro pastéis de nata!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

mentiras

Porque é que as pessoas usam máscaras para encobrir aquilo que realmente são?

É certo que nós temos família, amigos, conhecidos, pessoas de quem supostamente gostamos e com quem supostamente nos importamos. Mas será que conhecemos verdadeiramente alguma dessas pessoas?
Os segredos mais obscuros foram feitos para morrer connosco, e por muito que exista quem diga que confia muito em não sei quem, e que essa pessoa sabe tudo sobre ela, mente! E com todos os dentes que tem na boca!
Nós mentimos de tal forma, que acabamos por acreditar nas nossas próprias mentiras. Mentimos para não sofrermos, mentimos para não fazermos sofrer, mentimos para nos sentirmos bem, superiores, mentimos para nos livrar-mos de alguma asneira que fizemos, mentimos para que os outros não se preocupem, mentimos para que acreditemos que podemos ser mais e melhores. Mentimos simplesmente porque existimos, e mesmo quando dizemos a verdade, estamos a mentir, porque há sempre algo que guardamos única e exclusivamente só para nós.
Não sou uma pessoa insensível, mas sou uma pessoa que finge sentir por vezes, para agradar a alguém. Isso é mentir também. Sou uma mentirosa meticulosa que gosta de fazer crer as suas mentiras, sei que estou sozinha no mundo, e os amigos são apenas um escape e uma desculpa para viver, escape esse que é necessário ter, sempre que precisamos.
Sinto-me afogada em mentiras e em máscaras que as pessoas usam a toda a hora, sinto-me traída e sei que em mais ninguém posso realmente confiar.
Fingi amar? Sim, muitas vezes. E estranhamente dizia amo-te sem sequer saber o que era isso, sem sentir minimamente afecto por ti.
Fingi sentir? Sim, muitas vezes. E fingia que estava contigo, que sentia, mas estava longe e sozinha, num lugar bem tranquilo onde nada me podia perturbar.
Sou um passageiro estranho e entranhado neste mundo cruel, que a única coisa que quer é pegar no seu barco, e navegar daqui para fora. Não permito a mim mesma que a fraqueza humana me atinja, e por isso mesmo dos meus olhos lágrimas nunca saem, só quando preciso de fingir para alguém que estou triste, e ser convincente. Sabem... por vezes temos de parecer normais, e para isso precisamos mentir uns aos outros.

(Texto inspirado na terceira temporada de Dexter. Original de Leila Reis.)

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

covilhã, covilhã...

Hoje fui à Covilhã buscar as últimas coisas que ainda lá tinham ficado da últimas vez. Sei que daqui a uns meses vou estar de volta, mas fiquei um pouco triste por estar a deixar uma casa onde passei por tanto, onde fui tão feliz, onde me senti verdadeiramente conquistada pela paixão, pelo amor, pelo carinho.
Lá, ficou o meu cheiro e as lembranças dos bons momentos que lá passei, lá ficaste tu e tudo o que vivemos, que agora definitivamente ficou no meu passado, ficou lá na Covilhã, no meu quarto.
Tenho pena de ter deixado aquela casa pelas pessoas que lá conheci, pessoas com quem partilhei a minha vida e o meu dia a dia. Sei que posso sempre contar com elas, mas não vai ser mais a mesma coisa, e mesmo que todos os dias falássemos, ia perder-se na mesma a amizade que fomos criando neste último ano. Só desejo que todas nós tenhamos um futuro sorridente, onde nos possamos reencontrar.
A vós, guardo-vos bem no meu coração, no cantinho dos amigos especiais, não só às minhas colegas de casa, como também ao grupo de pessoas que me fizeram bem e que me fizeram crescer, ficarão todos guardados bem dentro de mim. Adoro-vos!

sábado, 12 de junho de 2010

queria poder voar

Muitas são as vezes em que dou por mim a pensar naquilo que não tive e queria ter tido, no que vivi mas queria ter vivido mais cedo, e nas coisas boas que já passaram e que não voltam, mas que eu queria que voltassem.
Há aquelas alturas em que queremos estar sós, pensar, vaguear, olhar o mar, o que for. Mas depois há as outras alturas em que precisamos de alguém que nos dê carinho, que nos ouça e que nos compreenda.

Em tudo isto sinto-me como sempre, um pouco de asas cortadas, são pequenos cortes que me impedem de voar, de ir mais longe, de alcançar aquilo que sempre quis e que continuo a querer, mas que ainda não cheguei lá.
Olho à minha volta para a minha família, e vejo pessoas que são felizes com a vida que têm, que desfrutam daquilo que querem e aproveitam a vida o melhor que podem. E depois dou por mim a pensar será que são realmente felizes?
Se há coisa que eu sei, é que não quero ficar perdida pelo Vimeiro para o resto da minha vida, sei que é a terra onde nasci e cresci, e sei que aqui fui mesmo muito feliz e sem a minha família eu não seria quem sou hoje. Mas a verdade é que gostava muito de ter nascido num outro meio, com outras possibilidades, e ter conhecido uma vida bem diferente. Por vezes pergunto-me e se eu tivesse nascido/crescido no Porto ou em Lisboa? Seria mais feliz?
Nem sei se feliz será a palavra certa, mas a verdade é que quando vivemos num meio maior, com mais possibilidades de vida, mais pessoas, mais sítios que visitar, para onde sair, para nos divertimos, acabamos por desenvolver a nossa mentalidade muito mais depressa, e acabamos por ser pessoas muito mais desenrascadas na nossa vida. E por mais que goste disto aqui, sinto-me tão fechada e tão presa, que só quero ir embora.
Se pudesse escolher não iria para Lisboa, não sei explicar bem o porquê, mas não consigo gostar daquela cidade. Acho que a escolher preferia ir para o Porto, será uma cidade também ela barulhenta e cheia de confusão, mas fica longe de casa, longe dos pais, dos irmãos, dos tios, primos, avós... e por vezes é mesmo preciso estar longe.
Sei que a principio ia custar, tal como custou quando tive de ir viver para a Covilhã, mas depois de tudo o que eu cresci e evolui desde que fui para lá, e depois das pessoas fantásticas que conheci lá e que a certa altura da minha vida me fizeram feliz, valeu muito a pena o tempo que estive longe de casa.
O problema reside nas pessoas que conheci lá, nas pessoas que estiveram e nas que estão agora na minha vida, e que por mais que eu saiba que dentro de dias vão deixar de estar, porque vão voltar para suas terras e eu vou voltar aqui para a terriola, sei que vão fazer sempre parte de mim. O que me deixa em baixo e triste, mesmo tendo todas elas em mim, é o facto de irem embora, de deixarem de estar por perto, e de deixarem de me fazer feliz. Controlar sentimentos é impossível, mas será correcto ignora-los para conseguirmos ter uns últimos dias de felicidade?

terça-feira, 9 de março de 2010

e esta sou eu


Ora bem,
Como muitos já me conhecem por aqui, eu sou uma rapariga de 21 anos, que anda na Universidade da Covilhã, no Mestrado de Cinema.
Há uns tempos passei um mal bocado, e achei que o mundo ia acabar, pois aquilo que eu tinha, era a minha estúpida e única realidade.
A verdade é que passados 2 meses, as coisas mudaram (e muito) e cá estou eu, cheia de força para continuar, depois de ter posto muita coisa para trás das costas, e de ter descoberto uma nova realidade (a minha).
Sou tímida, é uma verdade, e isso leva a que me desiluda, de cada vez que saio à noite, porque acabo por parecer antipática ou até mesmo introvertida (e não o sou, acreditem).
A semana passada fui sair, com 3 meninas que me têm apoiado nesta fase menos boa, e que têm sido um suporte bastante forte, para que eu não me deixe ir a baixo (mesmo que não o saibam).
O azar (sorte, digo eu), foi que apareceu um elemento surpresa, aquela pessoa que eu não esperava, nem queria que aparecesse, mas que daria qualquer coisa para que aparecesse.
Entretanto, por muitas duvidas que surgissem, a certeza tomou conta de mim, e aquele órgão que dizem ter o poder de sentir (mas não sente), quase me saía do peito, por bater tanto.
Para finalizar. há umas horas olho para mim, e vejo-me num vestiário a ver de camisolas, para levar ao próximo esbarramento com tal pessoa.
Será isto um prenuncio de uma nova etapa na minha vida, ou apenas uma justificação para o facto de ter sido abandonada (ou não), há 2 meses atrás?!
A resposta não sei, mas... obrigado a ele que escolheu outra, porque agora, estou bem melhor!!