quarta-feira, 27 de junho de 2018

Medo vs Respeito

Muito se fala sobre a educação, sobre o papel de pais e professores/educadores, sobre a forma como as crianças hoje em dia são mal educadas, sobre como as coisas mudaram radicalmente em poucos anos. Na minha opinião muito disto se deve ao passar do 8 para o 80, ou neste caso, do 80 para o 8. Passo a explicar, há mais de 20 anos andava eu na escola primária e a minha professora batia diariamente nos alunos por tudo e por nada, achava-se dona do pedaço e que todos lhe tínhamos muito respeito, quando na realidade o que sentíamos era medo, sim leram bem, medo da dita professora, no entanto estava tudo bem pois nessa altura era normal isto acontecer e os professores tinham o poder de fazer o que bem lhes apetecesse que estava tudo bem, estávamos portanto no 80.

Passando para os dias de hoje, passámos ao 8, ou seja, enquanto que há uns anos era como descrevi em cima, hoje em dia se algum professor gritar mais alto com um aluno, tem logo os pais à porta, se lhe pegar num braço porque se está a portar mal, é bem capaz de até ter problema com o ministério da educação, ou seja, hoje em dia os alunos são super protegidos pelo sistema e ai do professor que se lembre de dar uma palmada no rabo de algum deles quando estão a fazer uma qualquer asneira, nem que seja porque estavam a bater num outro colega.

Ora bem, onde é que eu quero chegar? Se sou apologista de que os professores devem ter o direito de bater a torto e a direito nas crianças? Claro que não! No entanto, acho que o extremo a que chegámos em que temos alunos com 6 ou 7 anos que são extremamente violentos e mal educados, e ainda nos dizem coisas como Eu faço o que eu quiser, não me podes tocar!, sim com esta idade já têm essa noção e sim, na sua maioria tratam os professores por tu como se fossemos todos amigos. Isto é o cúmulo!

Eu acho que deve haver um meio termo e temos de ser sensatos, mas também acho que uma palmada no momento certo, ajuda muito. No entanto, também sou da opinião que andar sempre a gritar e a bater nos alunos não resolve coisa nenhuma, e ainda há professores que o fazem, o que acaba por causar medo nas crianças em vez de respeito, que é o pretendido. Tenho perfeita noção do quão negativo estas situações são para uma criança, no entanto há muita coisa a mudar na educação deste país, como por exemplo o ser proibido chumbar crianças no 1º ano, mas isso daria pano para mangas num outro post.

7 comentários:

Anónimo disse...

Concordo plenamente! Há alturas e alturas, mas uma chamada de atenção no momento certo nunca fez mal a ninguém!
https://bea-utifullyblog.blogspot.pt/

Green disse...

Beatriz Almeida- Exato.

Teresa Isabel Silva disse...

Também conheci alguns professores que "educavam" à base do medo, porém não concordo que a "educação" seja agora à base do 8, porque assim muitos professores acabam por ser vitimas de pais e alunos! O meio termo seria ideal!

Bjxxx
Ontem é só Memória | Facebook | Instagram

Isa Sá disse...

Acima de tudo tem que haver respeito...e parece-me que hoje em dia não há...

Isabel Sá
Brilhos da Moda

Green disse...

Ontem é só Memória- Tal como eu escrevi e também acho, mas infelizmente as coisas não funcionam assim no nosso país.

Isa Sá- De modo algum...

19:04 disse...

Concordo contigo, no meu tempo ainda das escolas primárias das aldeias, havia respeito, nunca apanhei nenhum professor que bate-se mas estavam sempre a impor respeito por ele e pelos colegas.
Hoje em dia com os centros escolares, tecnologias, pais que mandam os filhos para a escola para serem educados (educação vem de casa, não da escola) etc os miúdos abusam.
São o futuro deste país e se a educação não mudar, o país vai ficar entregue a este tipo de geração.

Green disse...

19:04- As escolas das aldeias ainda existem hoje em dia, e no meu tempo os professores batiam e não era pouco. Respeito não havia, mas sim medo!
A educação não vai mudar, pois isso implica ter trabalho e gastar dinheiro, o que não pode acontecer, pois lá se vai a verba para os 500 carros do primeiro ministro mais os 750 motoristas. Enfim...